Regimento Interno da Defensoria do Estado do Pará Responsivo

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PARÁ

REGIMENTO INTERNO

DA DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO PARÁ

TÍTULO I

DA NATUREZA E FINALIDADE

Art. 1º A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe, como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos graus e instâncias, judicial e extrajudicialmente, dos direitos e interesses individuais e coletivos dos necessitados, de forma integral e gratuita, na forma do art. 5º, inciso LXXIV da Constituição Federal.

§ 1º Considera-se necessitado, para fins deste artigo, a pessoa jurídica e a pessoa natural, brasileira ou estrangeira, cuja insuficiência de recursos não lhe permita pagar as custas e os honorários advocatícios, sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família, bem como indivíduos ou grupos em estado de vulnerabilidade.”

§ 2º A comprovação da condição de necessitado far-se-á mediante a declaração do interessado, sob as penas da lei.

Art. 2º São princípios institucionais da Defensoria Pública a unidade, a indivisibilidade e a independência funcional.

Art.3ºSãoobjetivosdaDefensoriaPública

  1. a primazia da dignidade da pessoa humana e a redução das desigualdades sociais;

  2. a afirmação do Estado Democrático de Direito;

  3. a prevalência e efetividade dos direitos humanos; e

  4. a garantia dos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório.

Art. 4º. São direitos dos assistidos da Defensoria Pública, além daqueles previstos na legislação estadual ou em atos normativos internos:

  1. a informação sobre:

    1. localização e horário de funcionamento dos órgãos da Defensoria Pública;

    2. a tramitação dos processos e os procedimentos para a realização de exames, perícias e outras providências necessárias à defesa de seus interesses;

  2. Ia qualidade e a eficiência do atendimento;

  3. Io direito de ter sua pretensão revista no caso de recusa de atuação pelo Defensor Público;

  4. o patrocínio de seus direitos e interesses pelo Defensor natural;

  5. a atuação de Defensores Públicos distintos, quando verificada a existência de interesses antagônicos ou colidentes entre destinatários de suas funções.

Art. 5º À Defensoria Pública do Estado é assegurada autonomia funcional, administrativa e iniciativa para elaboração de sua proposta orçamentária, dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias, cabendo-lhe, especialmente:

  1. praticar atos próprios de gestão;

  2. elaborar suas folhas de pagamento e expedir os competentes demonstrativos;

  3. adquirir bens e contratar serviços, efetuando a respectiva contabilização;

  1. abrir concurso público, nomear e dar posse aos aprovados nos cargos iniciais da carreira e dos serviços auxiliares, bem como nos casos de remoção, promoção e demais formas de provimento derivado;

  2. organizar seus órgãos de apoio administrativo e os serviços auxiliares;

  3. compor os seus órgãos de administração superior, de atuação e de execução;

  4. elaborar e aprovar seus regimentos internos

  5. praticar atos e decidir sobre situação funcional e administrativa do pessoal, ativo e inativo da Carreira, e dos serviços auxiliares, organizados em quadros próprios;

  6. exercer outras competências decorrentes de sua autonomia.

TÍTULO II

DA ORGANIZAÇÃO

Art. 6º São Órgãos de Administração Superior da Defensoria Pública:

  1. Defensoria Pública-Geral do Estado;

  2. Subdefensoria Pública-Geral do Estado;

  3. Conselho Superior da Defensoria Pública do Estado;

  4. Corregedoria-Geral da Defensoria Pública do Estado;

Art. 7º. São Órgãos de Atuação:

  1. as Defensorias Públicas do Estado;

  2. os Núcleos da Defensoria Pública do Estado;

Art. 8º. São Órgãos de Execução:

a) os Defensores Públicos do Estado.

Art. 9º. São Órgãos Auxiliares:

  1. Ouvidoria-Geral da Defensoria Pública do Estado.

TÍTULO III

DA COMPETÊNCIA DOS ÓRGÃOS DA ADMINISTRAÇÃO SUPERIOR CAPÍTULO I

Da Defensoria Pública-Geral do Estado

Art. 10 Compete a Defensoria Pública do Estado do Pará, dentre outras:

    1. prestar orientação jurídica e exercer a defesa dos necessitados, em todos os graus;

    2. promover, prioritariamente, a solução extrajudicial dos litígios, visando à composição entre as pessoas em conflito de interesses por meio de mediação, conciliação, arbitragem e demais técnicas de composição e administração de conflitos;

    3. promover a difusão e a conscientização dos direitos humanos, da cidadania e do ordenamento jurídico;

    4. prestar atendimento interdisciplinar, por meio de órgãos ou de servidores de suas Carreiras de apoio para o exercício de suas atribuições;

    5. exercer, mediante o recebimento dos autos com vista, a ampla defesa e o contraditório em favor de pessoas naturais e jurídicas, em processos administrativos e judiciais, perante todos os órgãos e em todas as instâncias, ordinárias ou extraordinárias, utilizando todas as medidas capazes de propiciar a adequada e efetiva defesa de seus interesses;

    1. promover ação civil pública e todas as espécies de ações capazes de propiciar a adequada tutela dos direitos difusos, coletivos ou individuais homogêneos, quando o resultado da demanda puder beneficiar grupo de pessoas hipossuficientes;

    2. exercer a defesa dos direitos e interesses individuais, difusos, coletivos e individuais homogêneos e dos direitos do consumidor, na forma do inciso LXXIV do art. 5º da Constituição Federal;

    3. impetrar habeas corpus, mandado de injunção, habeas data e mandado de segurança, ou qualquer outra ação em defesa das funções institucionais e prerrogativas de seus órgãos de execução;

    4. promover a mais ampla defesa dos direitos fundamentais dos necessitados, abrangendo seus direitos individuais, coletivos, sociais, econômicos, culturais e ambientais, sendo admissíveis todas as espécies de ações capazes de propiciar sua adequada e efetiva tutela;

    5. exercer a defesa dos interesses individuais e coletivos da criança e do adolescente, do idoso, da pessoa portadora de necessidades especiais, da mulher vítima de violência doméstica e familiar e de outros grupos sociais vulneráveis que mereçam proteção especial do Estado;

    6. acompanhar inquérito policial, inclusive com a comunicação imediata da prisão em flagrante pela autoridade policial, quando o preso não constituir advogado;

    7. patrocinar ação penal privada e a subsidiária da pública;

    8. exercer a curadoria especial nos casos previstos em lei;

    9. atuar nos estabelecimentos policiais, penitenciários e de internação de adolescentes, visando a assegurar às pessoas, sob quaisquer circunstâncias, o exercício pleno de seus direitos e garantias fundamentais;

    10. atuar na preservação e reparação dos direitos de pessoas vítimas de tortura, abusos sexuais, discriminação ou qualquer outra forma de opressão ou violência, propiciando o acompanhamento e o atendimento interdisciplinar das vítimas;

    11. atuar nos Juizados Especiais;

    12. participar, quando tiver assento, dos conselhos federais, estaduais e municipais afetos às funções institucionais da Defensoria Pública, respeitadas as atribuições de seus ramos;

    13. executar e receber as verbas sucumbenciais decorrentes de sua atuação, inclusive quando devidas por quaisquer entes públicos, ressalvada a Fazenda Pública Estadual da administração direta e indireta, destinando-as a fundos geridos pela Defensoria Pública e destinados, exclusivamente, ao aparelhamento da Defensoria Pública e à capacitação profissional de seus membros e servidores;

    14. convocar audiências públicas para discutir matérias relacionadas às suas funções institucionais;

    15. assegurar aos assistidos, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados ou indiciados em geral, o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, com os recursos e meios a ela inerentes.

§1º As funções institucionais da Defensoria Pública do Estado serão exercidas sem restrições, inclusive contra pessoa jurídica de direito público, nos limites de sua competência.

§ 2º O instrumento de transação, mediação ou conciliação referendado pelo Defensor Público valerá como título executivo extrajudicial, inclusive quando celebrado com a pessoa jurídica de direito público.

§ 3º A assistência jurídica integral e gratuita custeada ou fornecida pelo Estado seráexercidapelaDefensoria Pública.

§ 4º A capacidade postulatória do Defensor Público decorre exclusivamente de suanomeaçãoepossenocargopúblico.

§ 5º Aos membros da Defensoria Pública é garantido sentar-se no mesmo plano do Ministério Público.

§ 6º Se o Defensor Público entender inexistir hipótese de atuação institucional, dará imediata ciência ao Defensor Público-Geral, que decidirá a controvérsia, indicando, se for o caso, outro Defensor Público para atuar.

§ 7º O exercício do cargo de Defensor Público é comprovado mediante apresentação de carteira funcional expedida pela respectiva Defensoria Pública, conforme modelo previsto em regulamento baixado pelo Defensor Público-Geral, a qual valerá como documento de identidade e terá fé pública em todo o território nacional.

§ 8º O exercício do cargo de Defensor Público é indelegável e privativo de membro da carreira.

§ 9º Os estabelecimentos a que se refere o inciso XIV do caput reservarão instalações e condições de segurança adequadas ao atendimento jurídico dos presos e internos por parte dos membros da Defensoria Pública e serviços auxiliares, bem como a esses fornecerão apoio administrativo, prestarão as informações solicitadas e assegurarão acesso à documentação dos presos e internos, aos quais é assegurado o direito de entrevista com os Defensores Públicos.

CAPÍTULO II

Do Defensor Público-Geral do Estado

Art. 11 Ao Defensor Público-Geral do Estado, órgão da administração superior da Instituição, e tem como incumbência a orientação normativa, a coordenação setorial, programática e executiva, a supervisão técnica e a fiscalização dos demais órgãos e entidades dela integrantes, cabendo-lhe ainda:

  1. dirigir a Defensoria Pública do Estado, superintender e coordenar suas atividades,

  2. orientando-lhe, em todo o Estado, a política de atuação;

  3. publicar, no início de cada ano, relatório das atividades da Defensoria Pública, referente ao exercício anterior, e, se necessário, sugerir providências legislativas ao Executivo para adequar a atuação no Estado;

  4. editar atos e expedir instruções normativas e de organização administrativa da Defensoria Pública;

  5. abrir e realizar concurso público para ingresso na carreira da Defensoria Pública do Estado e de seus serviços auxiliares;

  6. dar posse aos nomeados para os cargos efetivos da Defensoria Pública;

  7. requisitar a qualquer autoridade ou agente público, bem como às concessionárias de serviço público, e requerer às entidades privadas certidões, exames, perícias, diligências, processos, documentos, informações, esclarecimentos e demais providências necessárias à atuação da Defensoria Pública;

  8. praticar atos de gestão administrativa, financeira e de pessoal;

  9. determinar o apostilamento de títulos e fazer publicar, anualmente, até o dia 31 de janeiro, a lista de antigüidade dos membros da Defensoria Pública;

  10. firmar convênios ou ajustes com entidades públicas e particulares, visando à melhoria dos serviços da Defensoria Pública;

  11. designar membros da Defensoria Pública para o desempenho de tarefas especiais;

  1. determinar a realização de licitações, celebrar contratos administrativos e adjudicar serviços;

  2. integrar, como membro nato, e presidir o Conselho Superior da Defensoria Pública do Estado;

  3. autorizar os afastamentos dos membros da Defensoria Pública do Estado

  4. ad referendum do Conselho Superior da Defensoria Pública;

  5. estabelecer a lotação e a distribuição dos membros e dos servidores da Defensoria Pública;

  6. dirimir conflitos de atribuições entre membros da Defensoria Pública do Estado, com recurso para seu Conselho Superior;

  7. convocar o Conselho Superior da Defensoria Pública do Estado;

  8. velar pelo cumprimento das finalidades da Instituição;

  9. instaurar processo disciplinar contra membros e servidores da Defensoria Pública, por recomendação da Corregedoria-Geral;

  10. proferir decisões nas sindicâncias e processos administrativos disciplinares promovidos pela Corregedoria-Geral da Defensoria Pública;

  11. designar membro da Defensoria Pública do Estado para exercício de suas atribuições em órgão de atuação diverso do de sua lotação ou, em caráter excepcional, perante Juízos, Tribunais ou Ofícios diferentes dos estabelecidos para cada categoria;

  12. aplicar a pena de remoção compulsória, aprovada pelo voto de dois terços do Conselho Superior da Defensoria Pública, assegurada ampla defesa;

  13. presidir o Conselho Diretor do Fundo Estadual da Defensoria Pública FUNDEP;

  14. promover cessão de membros e servidores da Defensoria Pública ad

  15. referendum do Conselho Superior da Defensoria Pública;

  16. decidir, em última instância, os recursos administrativos;

  17. nomear o SubDefensor Público-Geral e o Corregedor Geral;

  18. nomear os cargos comissionados e as funções gratificadas da Defensoria Pública;

  19. representar aos sistemas internacionais de proteção dos direitos humanos, postulando perante seus órgãos.

CAPÍTULO III

Da Subdefensoria Pública-Geral do Estado

Art. 12 A Subdefensoria Pública-Geral do Estado, órgão da administração superior da Defensoria Pública de apoio administrativo e técnico à Defensoria Pública-Geral compete:

  1. supervisionar o planejamento da Defensoria sobre as normas técnicas de elaboração dos planos, programas, projetos e orçamento, promovendo o acompanhamento de sua execução;

  2. supervisionar e acompanhar as atividades administrativas da Defensoria Pública.

CAPÍTULO IV

Do SubDefensor Público do Estado

Art. 13 O SubDefensor Público-Geral do Estado, nomeado pelo Defensor Público-Geral, dentre os integrantes estáveis da carreira, maiores de trinta e cinco anos, tem as seguintes atribuições:

  1. substituir o Defensor Público-Geral em suas ausências e impedimentos, automaticamente em 5 dias úteis ou qualquer prazo mediante portaria do Defensor Público-Geral;

  1. auxiliar o Defensor Público-Geral nos contatos com autoridades, órgãos públicos e particulares, e com o público em geral, no que concerne a assuntos da Defensoria Pública;

  2. exercer as atribuições que lhe forem delegadas pelo Defensor Público-Geral. Parágrafo único. O SubDefensor Público-Geral será indicado pelo Defensor Público- Geral e nomeado pelo Governador do Estado, dentre os integrantes da Carreira.

  3. prestar auxílio ao Defensor Público-Geral na solução de questões administrativas, inclusive dos membros e servidores da Defensoria Pública;

  4. exercer as atribuições que lhe forem delegadas pelo Defensor Público-Geral.

CAPÍTULO IV

Do Conselho Superior da Defensoria Pública

Art. 14. O Conselho Superior da Defensoria Pública é órgão de administração superior da instituição, com funções normativas, consultivas, de controle e deliberativas, incumbindo-lhe zelar pela observância dos princípios e funções institucionais, e tem a seguinte composição:

  1. como membros natos:

    1. Defensor Público-Geral do Estado;

    2. SubDefensor Público-Geral do Estado;

    3. Corregedor-Geral da Defensoria Pública;

    4. Ouvidor-Geral da Defensoria Pública ;

  2. como membros eleitos, dois integrantes da entrância especial, dois integrantes da 3ª entrância, dois integrantes da 2ª entrância e dois integrantes da 1ª entrância, todos estáveis e da carreira de Defensor público, eleitos pelo voto direto e secreto de todos os membros da Carreira para mandato de dois anos, permitida uma reeleição.

§ 1º O Conselho Superior é presidido pelo Defensor Público-Geral, que,além do seu voto de membro, tem o de qualidade, exceto em matéria de remoção e promoção, sendo as deliberações tomadas por maioria de votos.

§ 2º As eleições serão realizadas em conformidade com as instruções baixadas pelo Defensor Público-Geral.

§ 3º São elegíveis os membros estáveis da Defensoria Pública que não estejam afastados da instituição.

§ 4º São suplentes dos membros eleitos os demais votados, em ordem decrescente.

§ 5º Qualquer membro, exceto os natos, podem desistir de sua participação no Conselho Superior assumindo imediatamente, o cargo o respectivo suplente.

Art. 15. Ao Conselho Superior compete exercer a normatização no âmbito da Defensoria Pública do Estado nas questões relativas a seus membros, serviços auxiliares e carreiras, cabendo-lhe ainda:

  1. decidir sobre a fixação ou a alteração de atribuições dos órgãos de atuação da Defensoria Pública e exercer as atividades consultivas;

  2. elaborar lista tríplice destinada à promoção dos membros por merecimento;

  3. aprovar a lista de antigüidade dos membros da Defensoria Pública do Estado e decidir sobre as reclamações e recursos a ela concernentes;

  4. recomendar ao Defensor Público-Geral a instauração de Processo Disciplinar contra membros e servidores da Defensoria Pública;

  5. conhecer e julgar recurso contra decisão proferida em Processo Administrativo Disciplinar;

  1. decidir acerca da remoção voluntária dos integrantes da carreira da Defensoria Pública do Estado;

  2. decidir sobre a confirmação na carreira dos membros da Defensoria Pública em estágio probatório;

  3. propor ao Defensor Público-Geral a destituição do Corregedor-Geral, por voto de dois terços de seus membros, assegurada ampla defesa;

  4. decidir sobre a realização de concurso público para ingresso na carreira de Defensor Público e designar os representantes da Defensoria Pública do Estado que integrarão a Comissão de Concurso;

  5. elaborar e aprovar o seu Regimento Interno;

  6. recomendar correições extraordinárias;

  7. homologar o resultado da eleição para a formação da lista tríplice.

  8. dar posse ao Subdefensor-Geral do Estado;

  9. formar lista tríplice para escolha do Corregedor-Geral da Defensoria Pública, dando- lhe posse após nomeação pelo Defensor Público-Geral;

  10. dar posse ao Ouvidor-Geral da Defensoria Pública;

  11. decidir, em grau de recurso, sobre matéria disciplinar e os conflitos de atribuições entre membros da Defensoria Pública;

  12. aprovar o plano de atuação da Defensoria Pública do Estado, cujo projeto será precedido de ampla divulgação;

  13. elaborar e aprovar o Regimento Interno da Defensoria Pública;

  14. fixar o número de Defensorias Públicas em cada categoria, criando-as, extinguido-as e declarando-as vagas, dando-se prioridade às regiões com maiores índices de exclusão social e adensamento populacional, observando a disponibilidade orçamentária e financeira;

  15. responder consulta cujo objeto seja questão relativa aos membros e carreira da Defensoria Pública, seus serviços auxiliares e demais atribuições do Conselho Superior;

  16. Fixar o número de vagas a serem providas por promoção e remoção, observando, entre outros aspectos, a dotação orçamentária da instituição e o equilíbrio entre as categorias;

  17. Fixar o quantitativo de cargos por categoria na carreira, dando publicidade do ato.

§ 1º O Conselho Superior é presidido pelo Defensor Público-Geral, que terá voto de qualidade, exceto em matéria disciplinar.

§ 2º As decisões do Conselho Superior serão motivadas e publicadas, e suas sessões deverão ser públicas, salvo nas hipóteses legais de sigilo, e realizadas, no mínimo, bimestralmente, podendo ser convocada por qualquer conselheiro, caso não realizada dentro desse prazo.

§ 3º O presidente da entidade de classe de maior representatividade dos membros da Defensoria Pública do Estado terá assento e voz nas reuniões do Conselho Superior.

CAPÍTULO V

Da Corregedoria-Geral da Defensoria Pública

Art. 16. A Corregedoria-Geral é o órgão de controle, fiscalização e orientação da atividade funcional e da conduta dos membros e dos servidores da instituição, indicado pelo Conselho Superior em lista tríplice, dentre os integrantes da categoria mais elevada da carreira e nomeado pelo Defensor Público-Geral para um mandato de dois anos, permitida uma recondução.

Parágrafo único. O Corregedor-Geral poderá ser destituído antes do término do mandato, por proposta do Defensor Público-Geral, pelo voto de 2/3 dos membros do Conselho Superior, assegurada ampla defesa.

Art. 17. À Corregedoria-Geral da Defensoria Pública compete:

  1. supervisionar, em caráter permanente, as atividades dos Defensores Públicos e servidores, coibindo erros, abusos, omissões e distorções verificadas, bem como sugerir medidas preventivas e ações de aperfeiçoamento e reciclagem de seus agentes;

  2. solicitar ao Defensor Público-Geral, quando tiver conhecimento de irregularidades praticadas de Defensores Públicos e servidores, a apuração através de sindicância ou processo administrativo competente;

  3. sugerir ao Defensor Público-Geral, se for o caso, a aplicação de sanções disciplinares ou afastamento de Defensores sujeitos à correição, sindicância ou processo administrativo;

  4. solicitar ao Defensor Público-Geral, em caráter sigiloso, para que este requisite a qualquer autoridade ou agente público, bem como às concessionárias de serviço público, e requerer às entidades privadas certidões, exames, perícias, diligências, processos, documentos, informações, esclarecimentos e demais providências necessárias à atuação da Defensoria Pública;

  5. receber e, se for o caso, processar as representações contra os Defensores e servidores da Defensoria Pública, encaminhando-as, com parecer, ao Defensor Público-Geral;

  6. manter atualizados os assentamentos funcionais e os dados estatísticos de atuação dos membros e servidores da Defensoria Pública, para efeito de aferição de merecimento e avaliação de desempenho;

  7. prestar ao Defensor Público-Geral, em caráter sigiloso, as informações que lhe forem solicitadas, sobre a situação funcional dos Defensores Públicos;

  8. sugerir ao Defensor Público Geral, em forma de representação, sobre a conveniência da remoção compulsória de Defensor Público;

  9. apresentar ao Defensor Público-Geral, em janeiro de cada ano, relatório das atividades-fim desenvolvidas pelos membros da Defensoria Pública no ano anterior;

  10. acompanhar o estágio probatório dos membros e servidores da Defensoria Pública do Estado;

  11. propor a exoneração de Defensores Públicos e servidores que não cumprirem as condições do estágio probatório, assegurado o contraditório e a ampla defesa;

  12. instaurar sindicâncias administrativas e investigadoras, podendo julgar os casos em que as penas de repreensão ou suspensão de até 30 (trinta) dias;

  13. propor, fundamentadamente, ao Conselho Superior a suspensão do estágio probatório de membro da Defensoria Pública do Estado;

  14. baixar normas, no limite de suas atribuições, visando à regularidade e ao aperfeiçoamento das atividades da Defensoria Pública, resguardada a independência funcional de seus membros;

  15. expedir recomendações aos membros e servidores da Defensoria Pública sobre matéria afeta à Defensoria Pública;

  16. integrar o Colégio Nacional de Corregedores Gerais a fim de uniformizar procedimentos de melhoria e aperfeiçoamento profissional no âmbito nacional;

  17. publicar, semestralmente, calendário de correições ordinárias a serem realizadas no interior e na capital do estado;

  1. indicar Defensor Público para atuar como membro auxiliar na Corregedoria, designado pelo Defensor Público-Geral;

  2. prestar ao membro da Defensoria Pública informações de caráter pessoal e funcional que lhe diga respeito, assegurando-lhe o direito de acesso, retificação e complementação dos dados registrados na Corregedoria Geral;

  3. Acompanhar as comunicações de suspeição de membros da Defensoria Pública, por motivo de foro íntimo, apurando quando for o caso, reservadamente, a razão de sucessivas arguições.

TÍTULO III

DA COMPETÊNCIA DOS ÓRGÃOS DE ATUAÇÃO CAPÍTULO I

Das Defensorias Públicas

Art. 18. As Defensorias Públicas, órgãos de gestão finalística na execução das atribuições da Instituição na região metropolitana, no interior do Estado, nos Tribunais e Instâncias Superiores, serão coordenadas por Defensor Público nomeadas pelo Defensor Público-Geral do Estado, dentre os integrantes da carreira.

Parágrafo Único. Os órgãos de atuação da Defensoria Pública se identificam da seguinte forma:

  1. Defensorias Públicas de substituição, com atuação nas defensorias do interior do Estado, vinculadas à Diretoria do Interior, podendo excepcionalmente em razão da necessidade do serviço público, atuar nas Defensorias Públicas da região metropolitana por meio de designação do Defensor Público-Geral;

  2. Defensorias Públicas de 1ª e 2ª entrância, com atuação nas defensorias do interior do Estado, vinculadas à Diretoria do Interior;

  3. Defensorias Públicas de 3ª entrância, vinculadas à Diretoria Metropolitana, com atuação na capital e/ou em outras assim definidas pelo Conselho Superior;

  4. Defensoria Pública de Entrância Especial, vinculada à Defensoria Pública Geral, com atuação nos Tribunais e instâncias superiores.

CAPÍTULO II

Dos Núcleos da Defensoria Pública

Art. 19. Os Núcleos da Defensoria Pública do Estado são órgãos operacionais com função institucional de promoção e assistência jurídica específica e especializada, inclusive a extrajudicial.

Parágrafo único – Os Núcleos da Defensoria Pública são dirigidos por Defensores Públicos, dentre os integrantes da carreira, nomeados na forma da lei, sendo diretamente subordinados a Diretoria Metropolitana ou a Diretoria do Interior, conforme o caso.

TÍTULO IV

DA COMPETÊNCIA DOS ÓRGÃOS DE EXECUÇÃO CAPÍTULO I

Dos Defensores Públicos de 1ª, e Entrâncias

Art. 20. Os Defensores Públicos de 1ª, 2ª e 3ª Entrâncias são Órgãos de Execução das funções institucionais da Defensoria Pública na região Metropolitana e no Interior do Estado, competindo-lhe especialmente:

  1. atender aos legalmente necessitados, priorizando a conciliação das partes antes de promover a ação judicial cabível;

  2. praticar todos os atos inerentes à postulação e à defesa dos direitos e garantias dos juridicamente necessitados, providenciando para que tenham normal tramitação e utilizando-se de todos os recursos e meios legais cabíveis para acompanhar e impulsionar os processos;

  3. tomar ciência pessoal das decisões com vistas dos autos e interpor recursos cabíveis para os Tribunais e demais instâncias superiores e promover a revisão criminal, remetendo cópias à Entrância Especial;

  4. diligenciar as medidas necessárias ao assentamento do registro civil de nascimento dos menores em situação irregular;

  5. executar com independência as atribuições inerentes ao cargo;

  6. requisitar a colaboração das autoridades policiais e dos serviços médicos hospitalares, educacionais e de assistência social do Estado e do Município para desempenho de suas atribuições;

  7. atuar como curador Especial nos casos previstos em lei.

  8. participar, com direito de voz e voto, dos Conselhos Penitenciários;

  9. certificar a autenticidade de cópias de documentos necessários à instrução de processo administrativo ou judicial, à vista da apresentação dos originais;

  10. atuar nos estabelecimentos prisionais, policiais, de internação e naqueles reservados a adolescentes, visando ao atendimento jurídico permanente dos presos provisórios, sentenciados, internados e adolescentes, competindo à administração estadual reservar instalações seguras e adequadas aos seus trabalhos, franquear acesso a todas as dependências do estabelecimento independentemente de prévio agendamento, fornecer apoio administrativo, prestar todas as informações solicitadas e assegurar o acesso à documentação dos assistidos, aos quais não poderá, sob fundamento algum, negar o direito de entrevista com os membros da Defensoria Pública do Estado.

  11. realizar atendimento, audiências judiciais e outras atividades de acordo com escala elaborada pela Coordenação de Políticas Cíveis e Criminais conjuntamente com as Coordenações dos Núcleos a que estão vinculados;

  12. realizar o primeiro atendimento ficando vinculado a continuidade deste, até o momento de realizar a primeira intervenção judicial;

  13. devolver as pastas e os processos que estejam em seu poder, com as petições ou providências processuais ou extrajudiciais devidamente adotadas, antes do período do gozo de férias, licença, ou outros afastamentos legais, assim como aqueles que forem removidos, promovidos ou designados para Defensoria Pública de área diversa. Parágrafo único – Em casos de impossibilidade de adoção das providências processuais ou extrajudiciais até o início do seu afastamento, o Defensor Público deverá devolver à Coordenação a pasta e o processo respectivo, indicando as razões da aludida impossibilidade.

  14. interpor os recursos, apresentando as respectivas razões e contrarrazões;

  15. priorizar a solução extrajudicial de conflito de interesses, por intermédio da conciliação ou mediação ou outras formas previstas;

  1. propor ação judicial no prazo não superior a 30 dias, salvo por motivo formalmente justificado, a contar da data de entrega de todos os documentos solicitados ao assistido;

  2. comparecer e permanecer no fórum ou nos locais destinados aos atendimentos das Defensorias Públicas em expediente diário, salvo nos casos de realização de diligencia indispensável ao exercício de atribuições;

  3. abster-se de patrocinar a defesa nos processos cíveis em que os advogados particulares devidamente intimados não comparecem à audiência;

  4. prestar assistência jurídica aos réus, nos processos cíveis sem advogado constituído nos autos, devendo verificar na ocasião, se o assistido é hipossuficiente e se possibilidade de oferecer defesa técnica ao mesmo na audiência;

  5. aceitar a atuação apenas para o ato da audiência, nos processos criminais que envolvam réu preso em que os advogados particulares devidamente intimados não comparecem à audiência, ou nos casos de abandono da causa por advogados particulares, podendo requerer ao Juízo o arbitramento de honorários a serem revertidos ao fundo da Defensoria Pública;

  6. substituir, por designação do DPG, o Defensor Público titular ou designado, em razão de férias, impedimentos ou outras formas de afastamento;

  7. Atender as demandas encaminhadas do Gabinete do Defensor Público Geral tomando as medidas judiciais e extrajudiciais pertinente ao caso, as quais serão computadas como atendimento extraordinário do defensor;

  8. encaminhar a Coordenação e Corregedoria Geral relatório mensal de produtividade até o 5o dia do mês subsequente nos termos das instruções editadas.

CAPÍTULO II

Dos Defensores Público de Entrância Especial

Art. 21. Os Defensores Públicos de Entrância Especial são Órgãos de Execução das funções institucionais da Defensoria Pública com atuação junto aos órgãos administrativos e judiciais de instância superior, competindo-lhes:

  1. Propor as ações cuja competência para processar e julgar seja privativa do Tribunal de Justiça do Estado ou dos tribunais Superiores;

  2. Acompanhar os recursos interpostos das decisões de primeira instância;

  3. Interpor e acompanhar recursos perante as instâncias superiores;

  4. Sustentar, perante o Tribunal de Justiça e os órgãos de instância superior, oralmente ou por memorial, as ações e os recursos interpostos;

  5. Atuar em instância diversa à de sua categoria, mediante determinação motivada do Defensor Público Geral, quando imperioso para o regular desempenho das atividades institucionais da Defensoria Pública.

TÍTULO V

DA COMPETÊNCIA DO ÓRGÃO AUXILIAR CAPÍTULO I

Da Ouvidoria-Geral

Art.22.AOuvidoria-GeraléórgãoauxiliardaDefensoriaPúblicadoEstado,depromoçãodaqualidadedosserviçosprestadospelaInstituição.

Parágrafo único. A Ouvidoria-Geral contará com servidores da Defensoria Pública do Estado e com a estrutura definida pelo Conselho Superior após proposta do Ouvidor-Geral.

Art. 23. O Ouvidor-Geral será escolhido pelo Conselho Superior, dentre cidadãos de reputação ilibada, não integrante da Carreira, indicados em lista tríplice formada pela sociedade civil, para mandato de 2 (dois) anos, permitida 1 (uma) recondução.

§ 1º O Conselho Superior editará normas regulamentando a forma de elaboração da lista tríplice.

§ 2º O Ouvidor-Geral será nomeado pelo Defensor Público-Geral do Estado.

§ 3º O cargo de Ouvidor-Geral será exercido em regime de dedicação exclusiva.

Art.24.ÀOuvidoria-Geralcompete:

  1. receber e encaminhar ao Corregedor-Geral representação contra membros e servidores da Defensoria Pública do Estado, assegurada a defesa preliminar;

  2. propor aos órgãos de administração superior da Defensoria Pública do Estado medidas e ações que visem à consecução dos princípios institucionais e ao aperfeiçoamento dos serviços prestados;

  3. elaborar e divulgar relatório trimestral de suas atividades, que conterá também as medidas propostas aos órgãos competentes e a descrição dos resultados obtidos;

  4. participar, apenas com direito a voz, do Conselho Superior da Defensoria Pública do Estado;

  5. promover atividades de intercâmbio com a sociedade civil;

  6. estabelecer meios de comunicação direta entre a Defensoria Pública e a sociedade, para receber sugestões e reclamações, adotando as providências pertinentes e informando o resultado aos interessados;

  7. contribuir para a disseminação das formas de participação popular no acompanhamento e na fiscalização da prestação dos serviços realizados pela Defensoria Pública;

  8. manter contato permanente com os vários órgãos da Defensoria Pública do Estado, estimulando-os a atuar em permanente sintonia com os direitos dos usuários;

  9. coordenar a realização de pesquisas periódicas e produzir estatísticas referentes ao índice de satisfação dos usuários, divulgando os resultados.

Parágrafo único. As representações podem ser apresentadas por qualquer pessoa, inclusive pelos próprios membros e servidores da Defensoria Pública do Estado, entidade ou órgão público.

TÍTULO VI

DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL E DAS COMPETÊNCIAS CAPÍTULO I

DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

Art. 25 A Defensoria Pública do Estado do Pará terá a seguinte estrutura organizacional: I – Nível de Atuação Especial e de Assessoramento:

  1. Entrância Especial

  2. Gabinete do Defensor Público-Geral do Estado;

  3. Núcleo de Planejamento;

  4. Núcleo de Controle Interno;

  5. Núcleo de Tecnologia da Informação;

  1. Consultoria Jurídica;

  1. Nível de Gerência Superior:

  1. Diretoria Metropolitana;

  2. Diretoria do Interior;

  3. Diretoria do Centro de Estudos;

  4. Diretoria de Administração e Finanças;

  1. Nível Operacional:

  1. Secretaria-Geral das Diretorias e da Entrância Especial;

  2. Secretarias dos Núcleos;

  3. Coordenadoria de Políticas Cíveis Metropolitana:

    1. Núcleo Referencial;

    2. Núcleos Metropolitanos;

    3. Núcleos Especializados;

  4. Coordenadoria de Políticas Criminais Metropolitana:

    1. Núcleo Avançado de Atendimento Criminal NACRI

  5. Coordenadoria de Políticas Cíveis e Criminais do Interior:

    1. Núcleos Regionais;

  6. Coordenadoria de Ensino e Pesquisa;

  7. Coordenadoria de Administração:

    1. Gerência de Gestão de Pessoas;

    2. Gerência de Material e Patrimônio;

    3. Gerência de Documentação e Arquivo; 4); Gerência de Serviços Gerais;

  1. Gerencia de Transporte;

  2. Comissão Permanente de Licitação

  1. Coordenadoria de Finanças:

    1. Gerência Financeira; 2)Gerencia Contábil;

      1. Coordenadoria de Apoio Técnico:

        1. Gerência Psicossocial.;

        2. Gerência de Perícias e Avaliações.

Seção I

Do Nível de Atuação Especial Subseção Única

Da Entrância Especial

Art. 26 A Entrância Especial órgão de atuação com função institucional junto ao Tribunal de Justiça do Estado, Turmas Recursais dos Juizados Especiais e Tribunais Superiores subordinada diretamente ao Defensor Público-Geral, será dirigida por um de seus membros e auxiliada por uma Secretaria Processual e um Centro de Apoio Operacional – CAOPE.

Art. 27 Resolução do Conselho Superior disporá sobre a atuação e o funcionamento da Entrância Especial;

Art. 28 A Coordenadoria da Entrância Especial da Defensoria Pública compete coordenar,fiscalizar, executar, orientar e acompanhar todas as atividades de assistência jurídica aosnecessitados,noâmbitodesuacompetência.

Art. 29 Incumbe ao Coordenador da Entrância Especial:

          1. Baixar normas procedimentais específicas no âmbito da Entrância Especial para o bom funcionamento da unidade;

          2. Coordenar, fiscalizar, orientar e supervisionar as atividades desenvolvidas pelos seus órgãos de execução;

          3. Coordenar, fiscalizar, orientar e supervisionar as atividades dos servidores lotados na Secretaria Judicial e na Secretaria Geral da Entrância Especial, assim especificadas neste Regimento Interno, no Manual de Procedimentos e nos seus Regulamentos Internos;

          4. Exercer o controle funcional dos estagiários, vinculados.

          5. Integrar, quando necessário, as atribuições próprias de Defensor Público;

          6. Zelar pelo cumprimento das normas da Instituição;

          7. Planejar, organizar e estabelecer prioridades para propor ao Defensor Público Geral aquisição de bens, material de consumo e despesas necessárias ao bom desenvolvimento do trabalho em sua área de competência;

          8. Planejar e organizar os serviços auxiliares de apoio administrativo para bem atender às peculiaridades e às necessidades da administração e das suas atividades funcionais;

          9. Orientar e acompanha as atividades dos Defensores Públicos no que tange a procedimentos administrativos e judiciais, buscando uniformizar, quando possível, a atuação institucional dos mesmos;

          10. Auxiliar o Defensor Público Geral nas decisões referentes às designações, remoções e promoções de Defensores Públicos e Servidores para a Entrância Especial;

          11. Manifestar-se acerca do deferimento ou não de férias, licenças e outros afastamentos relacionados aos Defensores Públicos e Servidores vinculados;

          12. Auxiliar o Defensor Público Geral nas decisões referentes a necessidade de funcionamento de Defensores Públicos em cada área específica de atuação;

          13. Sugerir ao Defensor Público Geral política de atuação, que considera importante e necessária ao cumprimento da missão constitucional da Defensoria Pública;

          14. Manifestar-se acerca do deferimento ou não de pedidos de diárias, suprimentos de fundos, aquisição de material de consumo, móveis, imóveis, reformas, contratação de prestadoras de serviços, entre outros;

          15. Propor a aquisição de bens para estruturar o funcionamento da unidade;

          16. Coordenar, executar e fiscalizar o plano geral de ação da Entrância Especial;

          17. Acompanhar a realização das obras em bens no âmbito de sua competência sua Diretoria;

          18. Realizar reuniões periódicas com os Defensores Públicos, servidores e estagiários, no âmbito de sua competência vinculados a Diretoria;

          19. Solicitar ao Defensor Público Geral designação de Defensor Público para realizar atividades específicas fora de suas atribuições ordinárias, quando estas não puderem ser executadas pelo Defensor atuante na respectiva defensoria;

          20. Participar das reuniões de trabalho quando solicitado pelo Defensor Público-Geral;

          21. Realizar outras atividades pertinentes à sua área de competência.

Art. 30 A Secretaria Processual da Entrância Especial funcionará, com um Secretário, um protocolo, um setor de comunicação e informação, um arquivista e um auxiliar de serviço externo, competindo-lhe:

  1. Receber e cadastrar processos do Tribunal de Justiça do Estado, Turmas Recursais, Tribunais Superiores e pedido de acompanhamento de processo oriundo das Defensorias Públicas de primeira instância;

  2. Receber pauta de julgamento remetida via internet pelo TJE e transmitir da mesma forma aos Defensores interessados

  3. Distribuir aos Defensores Públicos os processos judiciais com as intimações e os pedidos de acompanhamentos;

  4. Emitir ofício, assinado pelo Coordenador da Entrância Especial, para efeito de retirada de processo judicial com vista à Defensoria Pública;

  5. Protocolar no TJE e Turma Recursal, peças recursais e petições dos Defensores Públicos;

  6. Remeter virtualmente aos Tribunais Superiores peças recursais, petições e documentos digitalizados para efeito de processamento virtual;

  7. Informar aos assistidos a tramitação de seus processos e o Defensor a ele vinculado;

  8. Cadastrar e Arquivar a produção dos Defensores;

  9. Remeter à Corregedoria-Geral, até o dia cinco de cada mês, o relatório Geral de Produtividade da Entrância Especial;

  10. Executar outras atribuições que lhe sejam conferidas pelo Coordenador.

Parágrafo Único: Expediente da Coordenadoria da Entrância Especial, comunicará aos respectivos tribunais, o nome do secretário processual e do servidor substituto, encarregados do recebimento dos autos do processo com vista à Defensoria Pública.

Art. 31 O Centro de Apoio Operacional da Entrância Especial – CAOPE prestará apoio técnico aos Defensores Públicos que atuam na Entrância Especial, competindo-lhe, ainda:

  1. criar banco de dados de jurisprudência do TJE-PA, dos Tribunais Estaduais mais influentes do País e dos Tribunais Superiores, disponibilizando o acesso aos mesmos quando solicitado pelos Defensores da Entrância Especial;

  2. catalogar decisões divergentes entre Câmaras do TJE-PA e Turmas dos Tribunais Superiores;

  3. catalogar matéria reconhecida como de recurso repetitivo junto ao STJ e de Repercussão Geral pelo STF

  4. divulgar via e-mail aos Defensores Públicos as decisões importantes tomadas pelas Turmas dos Tribunais Superiores

  5. catalogar obras e artigos importantes de doutrinadores influentes para tomada de decisões judiciais;

  6. catalogar decisões específicas relacionadas a prerrogativas de Defensor Público e outros temas relacionados a Defensoria Pública.

  7. implementar outras tarefas a serem estabelecidas em normatização interna da coordenação, após aprovadas em reunião dos Defensores Públicos de Entrância Especial.

Seção II

Do Nível de Assessoramento Subseção I

Do Gabinete do Defensor Público-Geral

Art. 32 O Gabinete do Defensor Público-Geral do Estado é o órgão incumbido do assessoramento direto ao Defensor Público-Geral e sua representação política e social será exercida por um Chefe nomeado pelo Defensor Público-Geral.

Art. 33 O Gabinete do Defensor Público Geral é composto pela Chefia de Gabinete, Assessoria de Gabinete, Secretaria Geral, Assessoria de Comunicação, Imprensa e Cerimonial.

Art. 34 À Chefia de Gabinete, cargo de caráter técnico-político possui, dentre outras atribuições:

  1. prestar apoio técnico e político ao Defensor Público-Geral e assisti-lo no exame, instrução e documentação dos assuntos submetidos a seu despacho ou decisão;

  2. exercer a organização e supervisão dos trabalhos de todos os Defensores e Servidores atuantes no Gabinete do Defensor Geral, primando pela eficiência dos trabalhos;

  3. organizar a escala de férias e licenças prêmio dos Defensores e servidores vinculados ao Gabinete;

  4. representar o Gabinete na interlocução com as demais estruturas administrativas da Instituição;

  5. representar, quando solicitado, à Defensoria Pública na interlocução com os demais órgãos e poderes de Estado;

  6. autorizar a publicação de matérias de interesse institucional no sítio da Defensoria Pública, bem como em outras formas e mecanismos de comunicação institucional;

  7. exercer o auxílio técnico necessário em matérias submetidas ao Defensor Público Geral, enquanto Presidente do Conselho Superior da Defensoria Pública;

  8. proferir despachos de mero expediente, de ordem do Defensor Público Geral;

  9. exercer outras atribuições correlatas à sua função, por determinação do Defensor Público Geral.

Art. 35 À Assessoria de Gabinete compete:

  1. prestar apoio técnico e político ao Defensor Público Geral e assisti-lo no exame, instrução e documentação dos assuntos submetidos a seu despacho ou decisão, quando assim requerido pelo Defensor Público Geral ou pela Chefia de Gabinete;

  2. representar o Gabinete na interlocução com as demais estruturas administrativas da Instituição, quando determinado pelo Defensor Público Geral ou pela Chefia de Gabinete.

  3. representar, quando determinado pelo Defensor Geral ou pela Chefia de Gabinete, à Defensoria Pública na interlocução com os demais órgãos e poderes de Estado.

  4. autorizar, quando solicitado pelo Defensor Geral ou pela Chefia de Gabinete, a publicação de matérias de interesse institucional no sítio da Defensoria Pública, bem como em outras formas e mecanismos de comunicação institucional.

  5. articular e coordenar ações de interesses da instituição determinadas pelo Defensor Público Geral.

  6. exercer outras atribuições correlatas à sua função, por determinação do Defensor Geral.

Art.36ÀSecretariadeGabinetecompete:

  1. redigir e preparar o expediente pessoal do Defensor Público-Geral, organizar sua agenda de despachos e compromissos e orientar as partes que o procuram;

  1. preparar a correspondência, atos, avisos e outros expedientes sujeitos à assinatura ou aprovação do Defensor Público-Geral;

  2. autuar, preparar e organizar processos em trâmite no Gabinete, bem como alimentar e tramitar os mesmos no sistema de informática devido

  3. receber correspondências dirigidas ao Defensor Público-Geral;

  4. atender e realizar telefonemas, receber e originar comunicações em geral, quando dirigidas e/ou originadas ao ou pelo Defensor Público Geral e/ ou ao Gabinete;

  5. recepcionar autoridades em visita ao Gabinete da Defensoria Pública;

  6. viabilizar as diárias, suprimento de fundos, passagens aéreas, fluviais e terrestres do Defensor Público Geral, do SubDefensor Público Geral e de todos os Defensores e Servidores vinculados diretamente ao Gabinete;

  7. viabilizar o fornecimento de material de expediente e de consumo suficientes para o regular desenvolvimento dos trabalhos;

  8. elaborar atos administrativos de competência do Defensor Público Geral, quando por este determinado;

  9. realizar controle arquivística dos expedientes do Gabinete;

  10. exercer outras atribuições correlatas à sua função, por determinação do Defensor Geral.

Subseção II

Do Núcleo de Planejamento

Art. 37. O Núcleo de planejamento (NUPLAN) é órgão de assessoramento direto ao Defensor Público-Geral, sendo composto por um Coordenador e servidores auxiliares, competindo-lhe, garantir a efetividade dos instrumentos de planejamento, subsidiando a instância superior de informações necessárias à tomada de decisões e executando a programação orçamentária, com a finalidade de consolidar os programas e ações da Defensoria Pública.

Art. 38. Atribui-se ao Núcleo de Planejamento da Defensoria Pública do Estado:

  1. Elaborar o Plano Plurianual PPA;

  2. Monitorar o andamento da etapa orçamentária da defensoria com outras instituições;

  3. Executar as atividades orçamentárias e financeiras, através do SIAFEM;

  4. Alimentar e analisar as variáveis do programa GP-PARÁ;

  5. Manter atualizado o quadro de contratos, acompanhando os firmados;

  6. Emitir parecer em processos rotineiros, atinentes a sua competência;

  7. Arquivar documentos produzidos ou recebidos pelo NUPLAN, conforme inventário atual de arquivo circulante;

  8. Alimentar o programa GP Pará;

  9. Publicar matérias no Diário Oficial do Estado DOE;

  10. Realizar consultas no Sistema SIAFEM;

  11. Alimentar o sistema SORE (PPA);

  12. Proceder consulta, análise, viabilização orçamentária e tramitação de processos de diárias e suprimento de fundos;

  13. Realizar Programação Orçamentária com orientação dos Instrumentos de Planejamento (PPA, Lei de Diretrizes Orçamentárias LDO, Lei Orçamentária Anual LOA);

  14. Consolidar Informações para elaboração do PPA, LDO e LOA;

  15. Realizar execução orçamentária pela compatibilidade orçamento/ financeiro;

  1. Atualizar levantamento de custos para a operacionalização das Unidades Gestoras da Defensoria Pública.

Subseção III

Do Núcleo de Controle Interno

Art. 39 O Núcleo de controle interno é órgão de assessoramento direto ao Defensor Público Geral, sendo composto por um Coordenador e servidores auxiliares, competindo-lhe, fiscalizar a aplicação das verbas destinadas a Defensoria Pública do Estado, observando os princípios da legalidade, economicidade e publicidade, de conformidade com a Lei.

Art. 40 Atribui-se ao Núcleo de Controle Interno da Defensoria Pública do Estado:

  1. Verificar o Pedido de Realização de Despesas (PRD);

  2. Fiscalizar os empenhos e notas de lançamento emitido, pagamentos efetuados, prestação de contas diárias, prestação de contas de suprimentos de fundo;

  3. Realizar o lançamento da conformidade contábil;

  4. Proceder à prestação de contas quadrimestral junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Subseção IV

Do Núcleo de Tecnologia de Informação

Art. 41 O Núcleo de Tecnologia e Informação é órgão de assessoramento direto ao Defensor Público Geral, sendo composto por um Coordenador e servidores auxiliares, competindo-lhe, dar o apoio necessário a Defensoria Pública do Estado, desenvolvendo atividades no campo da informática, utilizando tecnologia avançada, visando a excelência da atuação institucional.

Art. 42. Atribui-se ao Núcleo de Tecnologia de Informática da Defensoria Pública do Estado:

  1. Criar, estudar, desenvolver e implantar sistemas de processamento de dados que interessem ou possam interessar à Defensoria Pública, com vistas à otimização administrativa e institucional;

  2. Prestar ao Defensor Público Geral do Estado todas as informações técnicas e científicas que forem solicitadas a respeito de informática e sugerir providências que visem o aperfeiçoamento dos serviços;

  3. Constituir acervo de material informativo relacionado com o estudo de temas jurídicos, bem como prestar assessoramento às unidades e órgãos da Defensoria Pública;

  4. Promover, realizar ou viabilizar cursos, inclusive de atualização no campo da informática;

  5. Disciplinar o intercâmbio de informações entre a Defensoria Pública e demais órgãos públicos e privados, resguardados o sigilo e as restrições administrativas e legais;

  6. Desempenhar atividades que forem solicitadas pelo Defensor Público Geral e demais Órgãos de Administração Superior;

  7. Construir e manter atualizada a página da Defensoria Pública na Internet; e

  8. Realizar outras atividades pertinentes à sua área de competência.

Subseção V

Da Assessoria de Comunicação, Imprensa e Cerimonial

Art. 43 A assessoria de Comunicação, Imprensa e Cerimonial é órgão de assessoramento direto ao Defensor Público Geral, sendo composto por um Coordenador, competindo-lhe prestar assessoria de comunicação e imprensa à instituição, bem como organizar o cerimonial dos eventos da Defensoria Pública do Estado.

Art. 44. Atribui-se à Assessoria de Comunicação, Imprensa e Cerimonial da Defensoria Pública do Estado:

  1. Divulgar ações e matérias institucionais periódicas desenvolvidas pela Defensoria Pública do Estado, inclusive no site;

  2. Divulgar as Ações desenvolvidas pela Defensoria Pública na Mídia;

  3. Organizar coletivas de imprensa e orientar a conduta dos Defensores e Servidores;

  4. Convocar a Imprensa para esclarecer informações sobre a Defensoria, quando determinado pelo Defensor Público Geral;

  5. Elaborar e enviar notas ou matérias de retificação para os veículos de comunicação;

  6. Elaborar matérias jornalísticas de interesse público para o Site da DP e mídia externa;

  7. Orientar Defensores, Servidores e Estagiários da DP em Matérias ou artigos na mídia impressa;

  8. Participar de reuniões com assessores de comunicação de outros orgãos estaduais e internas para obter informações sobre as atividades promovidas;

  9. Montar diariamente o clipping impresso e o eletrônico;

  10. Executar o registro fotográfico dos eventos e das atividades da Defensoria;

  11. Participar das atividades promovidas pela imprensa para fomentar a visibilidade da Defensoria Pública;

  12. Criar, desenvolver e editorar a arte de todos os impressos e peças publicitárias da Defensoria Pública, organizando o acervo fotográfico da instituição;

  13. Contratar Serviços para Eventos da Defensoria Pública do Estado, organizando o cerimonial, elaborando e enviando os convites aos participantes;

  14. Acompanhar e assessorar o Defensor Público Geral em eventos internos e externos. Parágrafo Único: A Atuação da Assessoria de Comunicação, Imprensa e Cerimonial sempre dependerá de prévia autorização do Defensor Geral, do Sub Defensor Geral ou da Chefia de Gabinete, ou de pessoas por estes delegadas para tanto.

Subseção VI

Da Consultoria Jurídica

Art. 45 A Consultoria Jurídica é órgão de assessoramento direto ao Defensor Público Geral, sendo composto por Consultores Jurídicos e servidores auxiliares, competindo-lhe prestar consultoria jurídica ao Defensor Público Geral do Estado, visando consolidar a legalidade e a eficácia dos seus atos.

Art. 46 Atribui-se à Consultoria Jurídica da Defensoria Pública do Estado:

    1. Assessorar o Defensor Público Geral em assuntos de natureza jurídica;

    2. Elaborar estudos e preparar informações por solicitação do Defensor Público Geral do Estado do Pará;

    3. Assistir ao Defensor Público Geral do Estado no controle interno da legalidade administrativa dos atos a serem por ele praticados ou já efetivados, bem como daqueles oriundos de órgãos sob sua coordenação;

    1. Examinar, prévia e conclusivamente, no âmbito da Defensoria Pública do Estado:

      1. Os textos de edital de licitação, bem como os dos respectivos contratos ou instrumentos congêneres, a serem publicados e celebrados.

      2. Os atos pelos quais se reconhecer a inexigibilidade ou decidir a dispensa de licitação.

    2. Realizar outras atribuições que lhes sejam conferidas pelo Defensor Público Geral.

Seção III

Do Nível de Gerência Superior Subseção I

Da Diretoria Metropolitana

Art. 47 A Diretoria Metropolitana da Defensoria Pública, diretamente subordinada ao Defensor Público Geral, compete coordenar, controlar, executar, orientar e acompanhar todas as atividades de assistência jurídica aos necessitados, no âmbito de sua competência.

§ 1° Incumbe ao Diretor Metropolitano:

  1. Coordenar, orientar e supervisionar as atividades desenvolvidas pelos núcleos metropolitanos e defensorias vinculadas aos respectivos núcleos;

  2. Integrar, quando necessário, as atribuições próprias de Defensor Público;

  3. Coordenar orientar e supervisionar as atividades dos servidores lotados na Secretaria Geral Metropolitana;

  4. Zelar pelo cumprimento das normas da Instituição;

  5. Planejar, organizar e estabelecer prioridades para propor ao Defensor Público Geral aquisição de bens, material de consumo e despesas necessárias ao bom desenvolvimento do trabalho em sua área de competência;

  6. Planejar e organizar os serviços auxiliares de apoio administrativo para bem atender às peculiaridades e às necessidades da administração e das atividades funcionais da Diretoria;

  7. Orientar e acompanha as atividades dos Defensores Públicos da região metropolitana, no que tange a procedimentos administrativos, buscando uniformizar a atuação da Defensoria Pública em todo o Estado;

  8. Auxiliar o Defensor Público Geral nas decisões referentes às designações, remoções e promoções de Defensores Públicos e Servidores atuantes da região metropolitana;

  9. Manifestar-se acerca do deferimento ou não de férias, licenças e outros afastamentos relacionados aos Defensores Públicos e Servidores com atuação da região metropolitana;

  10. Auxiliar o Defensor Público Geral nas decisões referentes à quantidade e grau de necessidade de Defensores Públicos em cada núcleo;

  11. Sugerir ao Defensor Público Geral política de atuação, que considera importante e necessária ao cumprimento da missão constitucional da Defensoria Pública;

  12. Manifestar-se acerca do deferimento ou não de pedidos de diárias, suprimentos de fundos, aquisição de material de consumo, móveis, imóveis, reformas, contratação de prestadoras de serviços, entre outros, para os núcleos da região metropolitana;

  13. Propor a aquisição de bens para estruturar as Defensorias Públicas da região metropolitana;

  14. Coordenar, executar e fiscalizar o plano geral de ação da Diretoria Metropolitana;

  15. Acompanhar a realização das obras em bens no âmbito de sua Diretoria;

  1. Realizar reuniões periódicas com os Defensores Públicos e servidores vinculados a Diretoria;

  1. Solicitar ao Defensor Público Geral designação de Defensor Público para realizar atividades específicas fora de suas atribuições ordinárias, quando estas não puderem ser executadas pelo Defensor atuante na respectiva defensoria;

  2. Realizar outras atividades pertinentes à sua área de competência.

Subseção II

Da Diretoria do Interior

Art. 48. A Diretoria do Interior da Defensoria Pública, diretamente subordinada ao Defensor Público Geral, compete coordenar, controlar, executar, orientar e acompanhar todas as atividades de assistência jurídica aos necessitados, no âmbito de sua competência.

§ 1° Incumbe ao Diretor do Interior:

  1. Coordenar, orientar e supervisionar as atividades desenvolvidas pela Diretoria do Interior e defensorias vinculadas aos núcleos regionais;

  2. Integrar, quando necessário, as atribuições próprias de Defensor Público;

  3. Coordenar orientar e supervisionar as atividades dos servidores lotados na Secretaria Geral da Diretoria do Interior;

  4. Zelar pelo cumprimento das normas da Instituição;

  5. Planejar, organizar e estabelecer prioridades para propor ao Defensor Público Geral aquisição de bens, material de consumo e despesas necessárias ao bom desenvolvimento do trabalho em sua área de competência;

  6. Planejar e organizar os serviços auxiliares de apoio administrativo para bem atender às peculiaridades e às necessidades da administração e das atividades funcionais da Diretoria;

  7. Orientar e acompanha as atividades dos Defensores Públicos lotados no interior, no que tange a procedimentos administrativos, buscando uniformizar a atuação da Defensoria Pública em todo o Estado;

  8. Auxiliar o Defensor Público Geral nas decisões referentes às designações, remoções e promoções de Defensores Públicos e Servidores em atuação no interior do estado;

  9. Manifestar-se acerca do deferimento ou não de férias, licenças e outros afastamentos relacionados aos Defensores Públicos e Servidores em atuação no interior do estado;

  10. Auxiliar o Defensor Público Geral nas decisões referentes à quantidade e grau de necessidade de Defensores Públicos em cada regional;

  11. Sugerir ao Defensor Público Geral política de atuação, que considera importante e necessária ao cumprimento da missão constitucional da Defensoria Pública;

  12. Manifestar-se acerca do deferimento ou não de pedidos de diárias, suprimentos de fundos, aquisição de material de consumo, móveis, imóveis, reformas, contratação de prestadoras de serviços, entre outros, para os núcleos regionais do interior do Estado;

  13. Propor a aquisição de bens para estruturar as Defensorias Públicas do interior do Estado;

  14. Coordenar, executar e fiscalizar o plano geral de ação da Diretoria do Interior;

  15. Acompanhar a realização das obras em bens no âmbito de sua Diretoria;

  16. Realizar reuniões periódicas com os Defensores Públicos e servidores vinculados a Diretoria;

  1. Solicitar ao Defensor Público Geral designação de Defensor Público para realizar atividades específicas fora de suas atribuições ordinárias, quando estas não puderem ser executadas pelo Defensor atuante na respectiva defensoria;

  2. Realizar outras atividades pertinentes à sua área de competência.

Subseção III

Da Diretoria do Centro de Estudos

Art. 49 À Diretoria do Centro de Estudos, diretamente subordinada ao Defensor Público-Geral, compete promover o aperfeiçoamento e o aprimoramento profissional, intelectual e cultural dos membros da carreira de Defensor Público e corpo funcional da Defensoria Pública, buscando a elevação dos padrões técnicos e científicos dos serviços prestados pela Instituição e a difusão do conhecimento.

§ 1° Incumbe ao Diretor do Centro de Estudos:

    1. coordenar, orientar e supervisionar as atividades desenvolvidas pela Defensoria Pública do Estado dentro de sua área de competência;

    2. coordenar orientar e supervisionar as atividades dos servidores lotados na Diretoria;

    3. organizar mapa referente às férias dos servidores lotados na Diretoria, a serem gozadas no ano vindouro, considerando sempre a continuidade do serviço público

    4. coordenar, orientar e supervisionar as atividades da Coordenadoria de Ensino e Pesquisa, da Secretaria da Diretoria do Centro de Estudos e da Biblioteca Raimundo Paiva Osório;

    5. remeter ao Defensor Público-Geral relatório bimestral de suas atividades;

    6. zelar pelo cumprimento das normas da Instituição;

    7. planejar, organizar e estabelecer prioridades para propor ao Defensor Público-Geral a aquisição de bens móveis, material de consumo e despesas necessárias ao bom desenvolvimento do trabalho em sua área de competência;

    8. planejar e organizar os serviços auxiliares de apoio administrativo para bem atender às peculiaridades e às necessidades da administração e das atividades funcionais da Diretoria;

    9. organizar seminários, palestras, cursos, oficinas, congressos e congêneres para a atualização dos Defensores Públicos e Servidores da Defensoria Pública;

    10. realizar inscrições dos Defensores Públicos e Servidores da Defensoria Pública em seminários, palestras, cursos, oficinas, congressos e congêneres , internos e externos;

    11. divulgar eventos externos e internos;

    12. coordenar o estágio supervisionado;

    13. organizar processo seletivo para a contratação de estagiários;

    14. realizar a contratação e o distrato de estagiários;

    15. emitir declaração de estágio e certificado de conclusão de estágio;

    16. supervisionar as atividades da Biblioteca Raimundo Paiva Osório;

    17. elaborar projetos jurídicos e organizacionais com vistas a divulgar e colocar em prática, ações culturais e institucionais que elevem o trabalho da Defensoria Pública, dos Defensores Públicos e dos Servidores da Instituição;

    18. viabilizar a realização de convênios para o cumprimento de suas finalidades;

    19. atualizar e encaminhar planilha do sistema GP-PARÁ;

    20. realizar outras atividades pertinentes à sua área de competência.

Subseção IV

Da Diretoria Administrativa e Financeira

Art. 50. A Diretoria de Administração e Finanças, diretamente subordinada ao Defensor Público-Geral, compete coordenar, controlar, executar, orientar e acompanhar todas as atividades de pessoal, material e patrimônio, serviços, finanças e apoio técnico da Defensoria.

§ 1° Incumbe ao Diretor Administrativo e Financeiro:

  1. Coordenar, orientar e supervisionar as atividades desenvolvidas pela Defensoria Pública do Estado, que atuem em sua área de competência;

  2. Coordenar orientar e supervisionar as atividades dos servidores lotados na Diretoria;

  3. Remeter ao Defensor Público Geral relatório bimestral de suas atividades;

  4. Zelar pelo cumprimento das normas da Instituição;

  5. Planejar, organizar e estabelecer prioridades para propor ao Defensor Público Geral aquisição de bens móveis, material de consumo e despesas necessárias ao bom desenvolvimento do trabalho em sua área de competência;

  6. Planejar e organizar os serviços auxiliares de apoio administrativo para bem atender às peculiaridades e às necessidades da administração e das atividades funcionais da Diretoria;

  7. Realizar outras atividades pertinentes à sua área de competência.

Seção IV

Do Nível Operacional Subseção I

Da Secretaria Geral das Diretorias e da Entrância Especial

Art. 51. À Secretaria Geral das Diretorias Metropolitana, do Interior, Centro de Estudos e da Entrância Especial compete auxiliar o Diretor e o respectivo Coordenador no controle da gestão de sua unidade, composta por um Secretário Geral e servidores auxiliares.

Art. 52. Atribui-se às Secretarias Gerais:

  1. Agendar e organizar a pauta de atendimentos do Diretor;

  2. Receber, encaminhar e distribuir o expediente do Gabinete do Diretor, organizando e mantendo atualizado o arquivo de documentos e correspondências;

  3. Elaborar minutas de documentos do Gabinete do Diretor;

  4. Executar outras atribuições que lhe sejam conferidas pelo Diretor.

Parágrafo único – Às Secretarias Gerais das Diretorias e da Entrância Especial executarão todos os serviços ligados diretamente a Diretoria Metropolitana ou do Interior, assim compreendidos todos aqueles destinados aos cumprimentos dos atos emanados do Gabinete do Defensor Público Geral, viabilizando os demais atos provenientes dos Órgãos de direção e de execução, bem como aqueles que visem o atendimento das atividades da Defensoria.

Art. 53. Atribui-se aos Secretários Gerais das Diretorias e da Entrância Especial:

  1. encaminhar ao (a) Diretor (a) todos os expedientes endereçados a Diretoria;

  2. cumprir ou determinar o cumprimento de todos os despachos emanados das Diretorias, podendo na ausência do (a) Diretor (a) ou Coordenador (a) despachar os documentos de mero expedientes, compreendidos como aqueles necessários ao regular andamento dos processos;

  1. relacionar-se, pessoalmente, com os Coordenadores dos Núcleos vinculados a Diretorias no encaminhamento dos assuntos administrativos referentes à área de atuação das Coordenadorias;

  2. secretariar as reuniões, lavrando as respectivas atas e assinando-as com o (a) Diretor (a);

  3. cadastrar e Identificar todos os Servidores lotados na Diretoria, nestes compreendidos os Defensores Públicos, Servidores e Equipe Técnica, mantendo atualizados todos os dados relativos ao corpo funcional;

  4. solicitar dos Coordenadores, até o início do mês de outubro do ano anterior, o mapa referente às férias dos Servidores e Defensores Públicos lotados no núcleo, a serem gozadas no ano vindouro, considerando sempre a continuidade do serviço público;

  5. preparar a escala de plantão dos Defensores e servidores vinculados a Diretoria respectiva, dando-se ciência aos mesmos, nos termos de resolução ou portaria emanada do Defensor Público Geral;

  6. distribuir as atividades da Secretaria Geral entre os servidores auxiliares;

  7. apoiar e orientar as atividades administrativas das Secretarias dos Núcleos vinculados a Diretoria respectiva, de acordo com orientação do (a) Diretor (a).

  8. executar outros trabalhos e tarefas que lhe forem atribuídos pelo (a) Diretor (a) ou Coordenador (a).

Subseção II

Das Secretarias dos Núcleos

Art. 54 Às Secretarias dos Núcleos compete auxiliar o Coordenador no controle de sua gestão. Parágrafo único – Às Secretarias dos Núcleos incumbe a execução dos serviços do Núcleo, assim compreendidos todos aqueles destinados ao cumprimento dos atos emanados das Diretorias, Coordenadorias, Setores administrativos e dos Órgãos de execução que sejam afetos a atividade fim da Defensoria.

Art. 55. Atribui-se às Secretarias dos Núcleos:

  1. Receber, encaminhar e distribuir o expediente do Gabinete do Coordenador, organizando e mantendo atualizado o arquivo de documentos e correspondências;

  2. Agendar e organizar a escala de atividades relacionada a atendimentos, audiências plantões e visitas carcerárias dos Defensores vinculados ao Núcleo;

  3. Realizar serviços de digitação de documentos do Gabinete do Coordenador;

  4. Gerar mensalmente relatório analítico de todos os processos e pastas internas, que se encontram há mais de 30 dias com tramitação em aberto para os Defensores Públicos, dando conhecimento a Coordenação com a informação da data em que a tramitação foi realizada;

  5. Executar outras atribuições que lhe sejam conferidas pelo Coordenador.

Art. 56. Atribui-se ao Secretário dos Núcleos

  1. encaminhar ao Coordenador do Núcleo todos os expedientes endereçados para sua manifestação;

  2. tramitar e dar baixa no sistema SCPJWEB, todo processo judicial, administrativo ou a pasta interna que receber do Defensor Público ou da Secretaria Geral, ficando responsável pela devolução dos mesm os, se judicial as Secretarias das Varas Judiciais

competente, se administrativo ao órgão responsável pelo processo, se pasta interna ao servidor responsável pelo arquivo da mesma;

  1. cumprir ou determinar o cumprimento de todos os despachos emanados da Diretoria Metropolitana, da Coordenadoria e dos Órgãos de Execução vinculados ao Núcleo, podendo na ausência do Coordenador despachar os documentos de mero expedientes, compreendidos como aqueles necessários ao regular andamento dos processos;

  2. secretariar, salvo dispensa da Coordenadoria, as reuniões, lavrando as respectivas atas e assinando-as com a Coordenação;

  3. cadastrar e Identificar todos os Servidores lotados no Núcleo, nestes compreendidos os Defensores Públicos, Servidores e Equipe Técnica, mantendo atualizados todos os dados relativos ao corpo funcional;

  4. encaminhar à Secretaria Geral da Diretoria até início do mês de outubro do ano corrente, o mapa referente às férias dos Servidores e Defensores Públicos vinculado ao Núcleo, a serem gozadas no ano vindouro, orientando para que estes informem até o final do mês de setembro o período das férias, considerando sempre a continuidade do serviço público;

  5. cumprir ou determinar o cumprimento pelos servidores auxiliares de todas as diligencias solicitadas pelos Defensores Públicos, na hipótese da impossibilidade de dar cumprimento às mesmas, deve justificar fundamentalmente e por escrito essa impossibilidade ao Coordenador do Núcleo;

  6. executar outros trabalhos e tarefas afeto e que lhe forem atribuídos pela Coordenadoria do Núcleo;

  7. distribuir e fiscalizar, por determinação da Coordenadoria, a execução das atividades afetas a Secretaria entre e pelos servidores auxiliares;

  8. supervisionar, e coordenar as atividades administrativas, e de assessoramento e planejamento da Secretaria, de acordo com orientação estabelecida pela Secretaria Geral e pela Coordenadoria do Núcleo;

Subseção III

Da Coordenadoria de Políticas Cíveis Metropolitana

Art. 57. A Coordenadoria de Políticas Cíveis, com sede na capital, é unidade de atuação, coordenada por Defensor Público de carreira, competindo-lhe dar apoio a Diretoria nas politicas de atuação das Defensorias e Núcleos cíveis atinentes a sua área de atuação, bem como coordenar, executar e supervisionar as atividades relativas ao atendimento do Núcleo Referencial e demais Núcleos.

Art. 58. Atribui-se ao Coordenador de Políticas Cíveis Metropolitano:

  1. Prestar auxílios aos Coordenadores e Defensores Públicos atuantes na área cível vinculados à Diretoria Metropolitana na solução de questões administrativas e de execução, quando for o caso;

  2. Sugerir ao Diretor Metropolitano designação de Defensor Público para realizar audiência forense, quando impossibilitado o Defensor Público atuante no respectivo núcleo/defensoria;

  3. Propor, ao Diretor Metropolitano, após consulta à coordenação de núcleo, escala de substituição de Defensor Público em gozo de férias, licenças e outros afastamentos;

  4. Despachar, supletivamente, em processos de diárias e suprimentos dos Defensores Públicos vinculados à Diretoria Metropolitana;

  1. Manifestar-se, após parecer da coordenação do núcleo, em solicitações administrativas de servidores e Defensores públicos com atuação na região metropolitana;

  2. Promover, em conjunto com o Diretor Metropolitano, estudos para realização de processo de lotação, remoção e promoção na carreira;

  3. Atuar, em caráter excepcional, em processos judiciais, bem como outras medias judiciais e extrajudiciais, quando impossibilitados os Defensores de atuação na defensoria respectiva ou núcleo;

  4. Despachar, por delegação, em solicitações de materiais e equipamentos para as Defensorias Públicas Metropolitanas;

  5. Supervisionar o atendimento aos assistidos atendidos na Diretoria Metropolitana;

  6. Requisitar de autoridades públicas certidões, exames, diligências, processos e esclarecimentos de interesse da Diretoria Metropolitana;

  7. Analisar, conjuntamente com o Diretor Metropolitano o plano de atuação sugerido pelas coordenações dos núcleos vinculados à Diretoria Metropolitana;

  8. Coordenar, integrar e orientar as atividades desenvolvidas pelos Defensores Públicos e servidores que atuem em sua área de competência;

  9. Planejar, organizar e estabelecer prioridades para propor ao Diretor Metropolitano aquisição de bens, material de consumo e despesas necessárias ao bom desenvolvimento do trabalho em sua área de competência;

  10. Exercer outras atribuições que lhe forem delegadas pelo Diretor Metropolitano.

Subseção IV

Dos Núcleos da Defensoria Pública

Art. 59 As Defensorias Públicas para o desempenho eficaz de suas atividades institucionais estão divididas em Núcleos Referencial, Distritais, Especializados e Regionais.

Art. 60 Os Núcleos da Defensoria Pública do Estado são órgãos operacionais com função institucional de promoção e assistência jurídica específica ou especializada, inclusive a extrajudicial.

Art. 61 Os Núcleos da Defensoria Pública são dirigidos por Defensores Públicos Coordenadores, designados pelo Defensor Público-Geral dentre os integrantes da carreira, sendo diretamente subordinados a Diretoria Metropolitana ou a Diretoria do Interior, conforme o caso.

Art. 62 Compete aos Núcleos:

  1. realizar assistência jurídica no âmbito de sua competência, visando garantir os direitos da população carente, judicial e extrajudicialmente;

  2. promover ações articuladas com outros órgãos e instituições governamentais e não governamentais;

  3. realizar junto à comunidade ações que visem a promoção e divulgação de seus direitos;

  4. propor ao Defensor Público-Geral do Estado a realização de ações visando a otimização dos serviços de sua competência.

Art. 63 Constituem atribuições dos Núcleos da Defensoria Pública do Estado:

  1. receber ao assistido, identificando a sua demanda;

  1. atender ao assistido, orientando, prestando consulta, identificando procedimento a ser adotado, encaminhando para outros órgãos, ou informando a documentação necessária para gerar ação judicial;

  2. tombar os processos internos, formalizando os mesmos;

  3. realizar audiências conciliatórias/mediatórias, quando for o caso;

  4. elaborar termos e petições necessárias, ajuizando-os;

  5. prestar orientação ao assistido quanto a tramitação do seu processo e ou retorno ao núcleo;

  6. acompanhar o desenrolar do processo até a sua conclusão, por meio da sentença. Parágrafo único. Ao Defensor Público-Coordenador de cada núcleo, sem prejuízo de suas funções institucionais de prestar assistência jurídica, judicial e extrajudicial, integral e gratuita aos necessitados na área de sua respectiva lotação ou designação, compete, especialmente:

  7. coordenar, integrar e orientar as atividades desenvolvidas pelos Defensores Públicos e servidores que atuem em sua área de competência;

  8. encaminhar ao Defensor Público-Geral a escala de férias dos membros da Defensoria Pública e servidores em atuação sob a sua coordenação;sugerir ao Defensor Público- Geral providências para o aperfeiçoamento das atividades institucionais em sua área de competência;

  9. solicitar providências correcionais ao Defensor Público-Geral em sua área de competência;

  10. exercer as funções que forem delegadas pelo Defensor Público-Geral.

Subseção V

Do Núcleo Referencial da Defensoria Pública NARE

Art. 64 O Núcleo Referencial vinculado a Diretoria Metropolitana, com sede na capital, é unidade de atuação subordinado a Coordenadoria de Política Cível Metropolitana, compete- lhe, atender ao assistido de maneira eficaz, objetivando um correto encaminhamento aos Núcleos ou a defensoria que atue na demanda identificada.

Parágrafo Único 1º- O atendimento no setor de triagem do Núcleo será supervisionado por um Defensor Público indicado pelo Coordenador, cabendo-lhe prestar orientação jurídica aos estagiários, servidores e assistidos, mantendo a ordem e decoro no setor.

Art. 65 São atribuições do Núcleo (NARE)

  1. Receber inicialmente ao assistido, identificando a sua demanda, encaminhamento para atendimento nos guichês do núcleo; ou para agendamento pelo 129;

  2. Atender ao assistido, orientando, prestando consulta, identificando o tipo de ação, informando a documentação necessária para gerar processo judicial ou não, assim como, o local ou núcleo de atendimento;

  3. Encaminhar atendimentos de 1ª. vez e retornos para as Defensorias vinculadas aos Núcleos, inclusive para o mesmo dia no caso de demanda urgentes;

  4. § único: Compete ao Defensor supervisor receber e ajuizar e acompanhar os processos judiciais de todas as demandas cíveis de procedimento voluntário

Subseção VI

Dos Núcleos Distritais

Art. 66 Os núcleos Distritais da Defensoria Pública do Estado do Pará, vinculados diretamente a Diretoria Metropolitana, serão dirigidos por Defensor Público-Coordenador, designado pelo Defensor Público-Geral, dentre os integrantes da carreira tendo simultaneamente as suas funções definidas para as esferas cível e penal.

& 1º. As competências e atribuições dos Núcleos Distritais da Defensoria Pública do Estado encontram-se definidas nos arts. 60 e 61 deste regimento.

& 2º.Compõe atualmente o Núcleo Distrital da Defensoria Pública do Estado do Pará:

    1. Núcleo da Defensoria de Icoaraci.

Subseção X

Dos Núcleos Especializados

Art. 67 Os Núcleos Especializados da Defensoria Pública do Estado do Pará, vinculadosdiretamente a Diretoria Metropolitana e do Interior, conforme o local de atuação,serãodirigidos por Defensor Público-Coordenador, designado pelo Defensor Público-Geral, dentre osintegrantes da carreira tendo suas funções definidas pela espécie da infração penal, pelanatureza da relação jurídica de direito civil ou pela competência de determinado órgãojurisdicional,fixadaexclusivamenteemrazãodamatéria.

& 1º Compõem atualmente os Núcleos Especializados da Defensoria Pública do Estado do Pará:

    1. Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos NDDH;

    2. Núcleo de Atendimento Especializado da Criança e do Adolescente NAECA;

    3. Núcleo de Atendimento Especializado a Mulher Vítima de Violência Doméstica NAEM;

    4. Núcleo de Atendimento ao Consumidor e Juizados – NCONJU;

    5. Núcleo de Atendimento a Família NAEFA;

    6. Núcleo de Defensorias Públicas Agrárias – NDPA.

Art. 68 O Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado – NDDH será coordenado por um Defensor Público designado pelo Defensor Público Geral, competindo-lhe especificamente:

  1. garantir a assistência jurídica integral e gratuita a pessoas e grupos que sofreram violação de Direitos Humanos, socialmente vulneráveis, em caráter individual e coletivo, atuando na prevenção e combate dessas violações;

  2. atuar nos casos de lesão ou ameaça a Direito Fundamental; promover ações articuladas com outros órgãos e instituições governamentais e não governamentais;

  3. solicitar das autoridades competentes providências necessárias à efetivação dos Direitos Fundamentais;

  4. realizar junto à comunidade ações que visem a promoção e a divulgação dos Direitos Fundamentais; e

  5. propor ao Defensor Público-Geral do Estado a realização de ações visando a otimização dos serviços de sua competência.

Art. 69 O Núcleo de Atendimento Especializado da Criança e do Adolescente da DefensoriaPúblicadoEstado-NAECAserácoordenadoporum DefensorPúblicodesignadopeloDefensorPúblicoGeral,competindo-lheespecificamente:

  1. realizar assistência jurídica judicial e extrajudicial no âmbito de sua competência, visando garantir os direitos da criança e adolescente em situação de vulnerabilidade;

  1. promover ações articuladas com outros órgãos e instituições governamentais e não governamentais;

  2. realizar junto à comunidade e as escolas ações que visem a promoção e divulgação de seus direitos;

  3. propor ao Defensor Público-Geral do Estado a realização de ações visando a otimização dos serviços de sua competência.

Art. 70 O Núcleo de Atendimento Especializado a Mulher Vítima de Violência Doméstica da Defensoria Pública do Estado – NAEM será coordenado por um Defensor Público designado pelo Defensor Público Geral, competindo-lhe especificamente:

  1. realizar assistência jurídica no âmbito de sua competência, visando garantir os direitos da mulher vulnerável, carente, judicial e extrajudicialmente;

  2. garantir a defesa da mulher em situação de violência doméstica e familiar por meio de acolhimento, orientação, atendimento e acompanhamento, no âmbito policial e judicial, respeitando suas diversidades e escolhas, de forma específica e humanizada;

  3. promover ações articuladas com outros órgãos e instituições governamentais e não governamentais;

  4. realizar junto à comunidade ações que visem a promoção e divulgação dos direitos da mulher;

  5. propor ao Defensor Público-Geral do Estado a realização de ações visando a otimização dos serviços de sua competência.

Art. 71 O Núcleo de Atendimento do Consumidor e Juizados Especiais Cíveis – NCONJU, será coordenado por um Defensor Público designado pelo Defensor Público Geral, competindo-lhe especificamente:

  1. realizar assistência jurídica especializada no âmbito da competência das defensorias de relação de consumo e defensorias dos juizados especiais cíveis, visando garantir os direitos dos assistidos vulneráveis e carentes, lesados nas relações de consumo e direitos patrimoniais nas causas de competência dos Juizados Especiais, prestando assistência extrajudicial e judicial, priorizando a conciliação e mediação;

  2. promover ações articuladas com outros órgãos e instituições governamentais como forma de garantir e proteger os direitos dos assistidos;

  3. priorizar as demandas relativa a saúde;

  4. propor ao Defensor Público-Geral do Estado a realização de ações visando a otimização dos serviços de sua competência.

Art.72ONúcleodeAtendimentoEspecializadoaFamília–NAEFAserácoordenadoporumDefensorPúblicodesignadopeloDefensorPúblicoGeral, competindo-lheespecificamente:

  1. realizar assistência jurídica especializada no âmbito de sua competência, visando garantir os direitos dos assistidos vulneráveis e hiposufucientes, prestando assistência extrajudicial e judicial, priorizando a conciliação e mediação;

  2. promover ações articuladas com a sociedade civil, outros órgãos e instituições governamentais como forma de garantir e proteger a família;

  3. realizar junto à comunidade e as escolas ações que visem a promoção e divulgação dos direitos da família;

  4. realizar o acolhimento dos assistidos por equipe técnica interdisciplinar nas situações em que se fizerem necessários;

  1. priorizar as demandas relativas a crianças, adolescentes, idosos, pessoas portadoras de deficiência e mulheres vítimas de violência doméstica no âmbito do direito de família;

  2. propor ao Defensor Público-Geral do Estado a realização de ações visando a otimização dos serviços de sua competência.

Art 73 O atendimento à família ocorrerá de forma descentralizada através das seguintes centrais: Central de Atendimento na sede da Defensoria Pública e Centrais Setoriais distribuídas por bairros compostos por Defensores Públicos da família, servidores, equipe técnica interdisciplinar e estagiários.

Art 74 Os Defensores lotados nas Centrais de Atendimento terão por atribuição:

  1. Atender ao público prestando orientação jurídica;

  2. Priorizar a solução extrajudicial de conflitos;

  3. Priorizar a conciliação/mediação na solução de conflitos;

  4. Judicializar as demandas dos casos que não cabe conciliação/mediação;

  5. Acompanhar as ações ajuizadas e os procedimentos administrativos pertinentes;

  6. Realizar as audiências judiciais e extrajudiciais;

  7. Manifestar-se nos processos judiciais;

  8. Interpor recursos dentro de sua esfera de competência.

Art. 75 Cada central terá sua secretaria com o seu respectivo secretário e servidores auxiliares, com suas atribuições previstas nos artigos 53 a 55 deste Regimento, competindo-lhes auxiliar a Coordenação do Núcleo no controle da gestão.

Subseção V

Da Coordenadoria de Políticas Criminais Metropolitana

Art. 76 A Coordenadoria de Políticas Criminais, com sede na capital, é unidade de atuação,coordenada por profissional da área, ocupante de cargo de coordenador, designado peloDefensor Público-Geral, dentre os integrantes da carreira, competindo-lhe dar apoio aDiretorianaspoliticasdeatuaçãodasDefensoriasedoNúcleoafetoasuaáreadeatuação,competindo-lhe coordenar, executar e supervisionar as atividades relativas as CentraisdoNúcleoAvançadodeAtendimentoCriminal-NACRI.

Art. 77 Atribui-se ao Coordenador de Políticas Criminais Metropolitano:

  1. prestar auxílio aos Defensores Públicos e a Diretoria Metropolitana na solução de questões administrativas e de execução referente ao Núcleo Criminal., quando for o caso;

  2. sugerir ao Diretor Metropolitano designação de Defensor Público para realizar audiência forense ou sessão do tribunal do Júri, quando não atendidos pelo Defensor Público atuante no Núcleo;

  3. propor, ao Diretor Metropolitano, escala de substituição de Defensor Público em gozo de férias, licenças e outros afastamentos;

  4. despachar, supletivamente, em processos de diárias e suprimentos dos Defensores Públicos vinculados à Diretoria Metropolitana;

  5. manifestar-se, após parecer da coordenação em solicitações administrativas de servidores e Defensores públicos com atuação na área metropolitana da Belém;

  1. promover, em conjunto com o Diretor Metropolitano estudo para realização de processo de lotação, remoção e promoção na carreira;

  2. atuar, em caráter excepcional, em processos judiciais oriundos da área metropolitana da Belém, bem como outras medias judiciais e extrajudiciais, quando da impossibilidade dos Defensores de atuação;

  3. despachar, por delegação, em solicitações de materiais e equipamentos para as Defensorias Públicas da área metropolitana da Belém;

  4. supervisionar o atendimento aos assistidos atendidos na Diretoria Metropolitana;

  5. requisitar de autoridades públicas certidões, exames, diligências, processos e esclarecimentos de interesse da Diretoria Metropolitana;

  6. analisar, conjuntamente com o Diretor Metropolitano, o plano de atuação sugerido pelas coordenações das Centrais vinculados à Coordenação;

  7. coordenar, integrar e orientar as atividades desenvolvidas pelos Defensores Públicos que atuem em sua área de competência;

  8. planejar, organizar e estabelecer prioridades para propor ao Diretor Metropolitano, aquisição de bens, material de consumo e despesas necessárias ao bom desenvolvimento do trabalho em sua área de competência;

  9. exercer outras atribuições que lhe forem delegadas pelo Diretor Metropolitano.

Subseção VI

Da Núcleo Avançado de Atendimento Criminal NACRI

Art. 78 O Núcleo Avançado de Atendimento Criminal – NACRI, com sede na capital, é unidade de atuação, dirigido por Defensor Público, ocupante de cargo de coordenador de Politicas Criminais Metropolitano, designado pelo Defensor Público-Geral, dentre os integrantes da carreira competindo-lhe, prestar assistência jurídica integral e gratuita na área Criminal ao assistido insuficiente de recursos.

Art. 79 O Núcleo Avançado de Atendimento Criminal – NACRI com finalidade de proporcionar atendimento especializado no âmbito penal e processual penal aos seus assistidos e à família destes, mediante um tratamento digno, humano e igualitário em obediência as prescrições constitucionais é composto por 3 (três) Centrais de atendimento:

    1. Central de Flagrantes;

    2. Central Criminal;

    3. Central de Execução Penal.

Art. 80 À Central de Flagrantes, compostas pelas Defensorias Públicas de Flagrante , compete receber todas as comunicações de flagrantes realizadas na cidade de Belém, encaminhadas a Defensoria Pública do Estado, os quais ficarão responsáveis pela análise dos autos de prisão em flagrante e a tomada de medidas jurídicas cabíveis.

Art. 81 Constituem atribuições da Central de Flagrantes da Defensoria Pública do Estado:

  1. analisar o auto de prisão em flagrante delito, elaborando e interpondo imediatamente perante o juízo competente, possíveis medidas legais cabíveis, visando garantir a liberdade do assistido.

  2. acompanhar o feito até conclusão do inquérito Policial;

  3. atuar nas medidas cautelares em andamento nas varas de Inquéritos Policiais;

  4. realizar visitas carcerárias e;

  1. proceder a triagem da situação do preso provisório que responde a crimes de menor potencial ofensivo, afim de inseri-los em programas de capacitação profissional técnicos profissionalizantes.

Art. 82 À Central Criminal, composta pelas Defensorias Públicas Criminais especializadas, Tribunal do Júri, Singular e Juizados Criminais, compete atuar, circunscritamente à cidade de Belém, em processos criminais em geral, independente do tipo de procedimento ou rito, inclusive com a interposição de recursos, quando for o caso.

Art. 83 Constituem atribuições da Central Criminal da Defensoria Pública do Estado:

  1. receber ao assistido ou familiar, identificando a sua demanda;

  2. elaborar termos e petições necessárias, ajuizando-os;

  3. acompanhar o ação penal do assistido;

  4. prestar orientação ao assistido ou familiar deste, quanto a tramitação do seu processo ;

  5. acompanhar o desenrolar do processo até a sua conclusão, por meio da sentença;

  6. interpor recursos;

  7. elaborar escala de visitas carcerária dos Defensores Públicos , estagiário e pessoal de apoio;

  8. realizar visitas carcerária.

Art. 84 À Central de Execução Penal, composta pelas Defensorias Publicas de Execução Penal, compete acompanhar e atuar nos processos de execução da pena, após a prolatação de sentença condenatória, no processo de conhecimento, transitada em julgado ou não, tendo atuação processual centralizada na Região Metropolitana de Belém.

Art. 85 Constituem atribuições da Central Execução Penal da Defensoria Pública do Estado:

  1. receber e atender familiares do apenado;

  2. solicitar processo do apenado junto à Vara de Execuções Penais;

  3. analisar o processo do apenado;

  4. requisitar aos órgãos competentes os documentos necessários à plena defesa do apenado;

  5. peticionar judicial e administrativamente os benefícios que faz jus o apenado;

  6. interpor recursos e impetrar habeas corpus;

  7. realizar visitas carcerária.

Art. 86 Cada Central terá sua Secretaria, com seus respectivos secretários e servidoresauxiliares, competindo-lhesauxiliar o Coordenador de Política Criminal,no controle da gestãodo Núcleo.

Subseção VII

Da Coordenadoria de Políticas Cíveis e Criminais do Interior

Art. 87 A Coordenadoria de Políticas Cíveis e Criminais do Interior, com sede na capital, é unidade de atuação, coordenada por Defensor Público de carreira, competindo-lhe dar apoio a Diretoria nas políticas de atuação das Defensorias Públicas do interior e Núcleos Regionais atinentes a sua área de atuação, bem como coordenar, executar e supervisionar as atividades relativas ao atendimento dos Núcleos Regionais.

Art. 88 Atribui-se ao Coordenador de Políticas Cíveis e Criminais do Interior:

  1. prestar auxílios aos Coordenadores e Defensores Públicos vinculados à Diretoria do Interior na solução de questões administrativas e de execução, quando for o caso;

  2. sugerir ao Diretor do Interior designação de Defensor Público para realizar audiência forense ou sessão do tribunal do Júri, quando impossibilitado Defensor Público atuante na respectiva regional/defensoria;

  3. propor, ao Diretor do Interior, após consulta à coordenação regional, escala de substituição de Defensor Público em gozo de férias, licenças e outros afastamentos;

  4. despachar, supletivamente, em processos de diárias e suprimentos dos Defensores Públicos vinculados à Diretoria do Interior;

  5. manifestar-se, após parecer da coordenação regional, em solicitações administrativas de servidores e Defensores públicos com atuação no interior do Estado;

  6. promover, em conjunto com o Diretor do Interior, estudo para realização de processo de lotação, remoção e promoção na carreira;

  7. atuar, em caráter excepcional, em processos judiciais oriundos do interior do estado, bem como outras medias judiciais e extrajudiciais, quando impossibilitados os Defensores de atuação na defensoria ou a coordenação regional respectiva;

  8. despachar, por delegação, em solicitações de materiais e equipamentos para as Defensorias Públicas do Interior;

  9. supervisionar o atendimento aos assistidos atendidos na Diretoria do Interior;

  10. requisitar de autoridades públicas certidões, exames, diligências, processos e esclarecimentos de interesse da Diretoria do Interior;

  11. analisar, conjuntamente com o Diretor do Interior, o plano de atuação sugerido pelas coordenações regionais vinculados à Diretoria do Interior;

  12. coordenar, integrar e orientar as atividades desenvolvidas pelos Defensores Públicos que atuem em sua área de competência;

  13. planejar, organizar e estabelecer prioridades para propor ao Diretor do Interior aquisição de bens, material de consumo e despesas necessárias ao bom desenvolvimento do trabalho em sua área de competência;

  14. exercer outras atribuições que lhe forem delegadas pelo Diretor do Interior.

Subseção VIII

Dos Núcleos Regionais

Art. 89 Os Núcleos Regionais da Defensoria Pública do Estado do Pará serão dirigidos porDefensor Público-Coordenador, e vinculados a Diretoria Metropolitana ou da Diretoria doInteior, conforme sua base territorial, designado pelo Defensor Público-Geral, dentre osintegrantes da carreira tendo simultaneamente as suas funções definidas para as esferas cível epenal.

& 1º. A alguns Núcleos Regionais da Defensoria Pública do Estado, observada a necessidade de prestação da assistência jurídica especializada, compete também exercer as funções da esfera agrária, sem prejuízo das definidas no caput deste artigo.

& 2º. Compõe os Núcleos Regionais da Defensoria Pública do Estado do Pará:

  1. Núcleo de Abaetetuba;

  2. Núcleo de Tucurui;

  3. Núcleo de Santarém;

  4. Núcleo de Breves;

  5. Núcleo de Altamira;

  1. Núcleo de Castanhal;

  2. Núcleo de Capanema;

  3. Núcleo de Paragominas;

  4. Núcleo de Marabá;

  5. Núcleo de Redenção.

Art. 90 As atribuições dos Coordenadores dos Núcleos Regionais:

  1. solicitar diárias e suprimentos a Defensores públicos e servidores vinculados à respectiva regional;

  2. manifestar-se em pedidos de afastamentos legais de Defensores públicos e servidores vinculados à respectiva regional;

  3. manifestar-se, quando requerido pela Diretoria do Interior, em estudo para realização de processo de movimentação da carreira;

  4. atuar em processos judiciais e outras medidas extrajudiciais, quando impossibilitado o Defensor Público de atuação na Defensoria Pública respectiva e/ou quando se mostrar impossível a designação de Defensor Público diverso para atuar no feito;

  5. sugerir designação, quando for o caso, de Defensor Público para realizar o contraditório nas defensorias em que se mostrar impossível a realização do ato;

  6. propor escala de itinerância a fim de garantir assistência jurídica aos assistidos residentes nos municípios vinculados a respectiva regional;

  7. solicitar materiais e equipamentos necessários ao desenvolvimento das atividades nas Defensorias Públicas vinculadas à Regional;

  8. supervisionar o atendimento aos assistidos atendidos na respectiva regional;

  9. indicar Defensor Público atuante na regional para substitui-lo em suas faltas, licenças, férias e outros afastamentos;

  10. prestar auxílio aos Defensores Públicos vinculados à sua regional na solução de questões administrativas e de execução, quando for o caso;

  11. coordenar, integrar e orientar as atividades desenvolvidas pelos Defensores Públicos que atuem em sua área de competência;

  12. diligenciar acerca da conservação e guarda dos bens afetos à regional;

  13. propor ao Diretor do Interior e Defensor Público- Geral aquisição de bens móveis, material de consumo e despesas necessárias ao bom desenvolvimento do trabalho em sua área de competência;

  14. exercer outras atribuições que lhe forem delegadas pelo Diretor do Interior e Defensor Público Geral.

Subseção IX

Da Coordenadoria de Ensino e Pesquisa

Art.91ACoordenadoriadeEnsinoePesquisa,vinculadadiretamenteàDiretoriadoCentrode Estudos, com sede na capital, é unidade de atuação, dirigida por profissional ocupante decargo de coordenador, de provimento em Comissão, designado pelo Defensor Público-Geral,competindo-lhe, coordenar as atividades de ensino e pesquisa da Defensoria Pública doEstado,visandoatenderasnecessidadesdainstituição.

Art. 92 Constituem atribuições da Coordenadoria de Ensino e Pesquisa da Defensoria Pública do Estado:

  1. promover o treinamento e o aperfeiçoamento dos Defensores Públicos e dos Servidores da Defensoria Pública, mediante a organização de cursos, seminários e eventos congêneres, diretamente, em parceria ou mediante a contratação de terceiros;

  2. coordenar a edição de revistas de estudos jurídicos e boletins periódicos;

  3. coordenar a elaboração de estudos e pesquisas bibliográficas, por solicitação dos órgãos da Defensoria Pública;

  4. coordenar a atividade de pesquisa de jurisprudência, doutrina e legislação para auxiliar a atividade dos Defensores Públicos;

  5. divulgar matéria doutrinária, legislativa e jurisprudencial de interesse dos serviços da Defensoria Pública;

  6. indicar à Diretoria do Centro de Estudos a aquisição de livros e revistas;

  7. organizar os serviços de documentação e informações jurídicas, mantendo sempre atualizado serviço de informação legislativa e jurisprudencial;

  8. executar outras atividades correlatas.

Subseção X Da Biblioteca

Art.93ABibliotecaRaimundoPaivaOsórioévinculadadiretamenteàDiretoriadoCentrodeEstudos e tem como finalidade a seleção, aquisição e divulgação de informação jurídicarelevanteaosDefensoresPúblicos,bemcomoaosservidoreseestagiáriosdaInstituição.

Art. 94 O (a) servidor (a) lotado (a) na Biblioteca Raimundo Paiva Osório deverá, necessariamente, ser graduado (a) em biblioteconomia, cabendo-lhe, sob a supervisão do (a) Diretor (a) do Centro de Estudos e do (a) Coordenador (a) de Ensino e Pesquisa:

  1. proporcionar a consulta a publicações e documentos existentes em suas coleções, aos Defensores Públicos, Servidores e estagiários da Defensoria Pública, bem como ao público em geral;

  2. providenciar o empréstimo de material bibliográfico somente aos Defensores Públicos, Servidores e estagiários da Defensoria Pública;

  3. orientar os usuários quanto ao manuseio de suas coleções e serviços;

  4. orientar os usuários quanto ao acesso à internet nas dependências da Biblioteca;

  5. realizar o levantamento bibliográfico;

  6. realizar o levantamento de legislação e atos normativos em geral;

  7. realizar o levantamento de jurisprudência dos Tribunais

  8. promover pesquisas bibliográficas;

  9. levantar a necessidade de atualização do acervo bibliográfico;

  10. organizar e controlar o banco de dados do acervo bibliográfico;

  11. realizar pesquisas para subsidiar a atuação dos Defensores Públicos.

Subseção XI

Da Coordenadoria Administrativa

Art. 95 A Coordenadoria Administrativa, com sede na capital, é unidade de atuação, coordenada por profissional da área ocupante de cargo de coordenador, de provimento em Comissão, designado pelo Defensor Público-Geral, dentre os integrantes da carreira, competindo-lhe coordenar, executar e supervisionar as atividades administrativas da Instituição

relativas a perícias e avaliações, transporte, patrimônio, documentação e arquivo, serviços gerais e comissão permanente de licitação.

Subseção XII

Da Gerencia de Gestão de Pessoas

Art. 96 A Gerência de Gestão de Pessoas, com sede na capital, é unidade de atuação, dirigida por profissional da área ocupante de cargo de coordenador, de provimento em Comissão, designado pelo Defensor Público-Geral, dentre os integrantes da carreira, competindo-lhe, promover a gestão de pessoas na Defensoria Pública do Estado, com excelência, aplicando políticas e soluções inovadoras de seleção, desenvolvimento e manutenção do capital humano, com a finalidade de potencializar o comprometimento dos Defensores, Servidores e Estagiários, propiciar o desempenho diferencial e alcançar a missão institucional.

Art. 97 Constituem atribuições da Gerência de Gestão de Pessoas da Defensoria Pública do Estado:

  1. manter em ordem e devidamente atualizado o acervo funcional de todos os membros e demais funcionários da Defensoria Pública;

  2. exercer o controle da lotação numérica e nominal de todos os cargos privativos da Defensoria Pública;

  3. promover os expedientes necessários à posse de membros da Defensoria Pública, bem como do pessoal nomeado em comissão;

  4. controlar a freqüência dos funcionários, bem como a concessão de férias e seu escalonamento;

  5. manter cadastro sempre atualizado de pessoal ativo e inativo;

  6. registar a contagem e apuração do tempo de serviço e de todas as ocorrências da vida funcional dos servidores em geral;

  7. orientar os serviços de instrução processual, examinando processos e exarando despachos de sua competência;

  8. orientar e supervisionar os serviços relativos ao pessoal inativo;

  9. orientar as atividades de classificação de cargos e promoção;

  10. exercer as atividades relativas à expedição de documentos declaratórios da vinculação funcional do servidor; e

  11. propor normas relacionadas aos assuntos de sua competência, bem como realizar outras atividades compatíveis com sua área de atuação.

Subseção XIII

Da Gerencia de Material e Patrimônio

Art.98AGerenciadeMaterialePatrimôniodaDefensoriaPúblicadoEstado,subordinadaàCoordenadoria Administrativa compete: prestar apoio material objetivando propiciar condiçõesparaqueaDefensoriaPúblicadesenvolvasuaatividadefimcomsatisfaçãoevalorizaçãodetodos envolvidos.

Art. 99 Constituem atribuições da Gerencia de Material e Patrimônio da Defensoria Púbica dos Estado:

  1. receber material permanente e de consumo adquirido pela Defensoria;

  1. proceder tombamento patrimonial;

  2. realizar cadastramento de móveis e equipamentos no sistema SISPAT;

  3. atuar na movimentação de Bens Móveis;

  4. lançar saída de material permanente e de consumo no sistema SIMAS;

  5. Preparar relatório de baixa de material e bens permanente inservíveis;

  6. preparar Inventário anual de bens móveis;

  7. preparar termo de transferência de bens móveis;

  8. receber pedido de compra de materiais e bens;

  9. Cotar preços para compra de material de consumo e investimento;

  10. Controlar, estocar, empacotar, pesar e entregar material de consumo;

  11. realizar levantamento patrimonial anual;

  12. receber notas fiscais para atesto e encaminhamento ao financeiro;

  13. encaminhar material permanente para empresa que fará o transporte fluvial e ou terrestre.

Subseção XIV

Da Gerencia de Documentação e Arquivo

Art. 100 A Gerencia de Documentação e Arquivo da Defensoria Pública do Estado, subordinada à Coordenadoria Administrativa compete, realizar o atendimento, a orientação, o recebimento, o registro e encaminhamento de documentos em geral prestando informações dos processos administrativos através de consulta ao sistema e ao livro de protocolo, visando melhoria na prestação do serviço no órgão.

Art.101ConstituematribuiçõesdaGerenciadeDocumentaçãoeArquivodaàDefensoriaPúbicados Estado:

  1. atender o Público Interno e Externo, via Protocolo;

  2. orientar a entrada de documentos no órgão;

  3. informar sobre processos administrativos protocolados;

  4. receber distribuir e encaminhar correspondências do Correio;

  5. repor etiquetas e avisos de recebimento (AR).

Subseção XV

Da Gerencia de Serviços Gerais

Art. 102 A Gerencia Serviços Gerais da Defensoria Pública do Estado, subordinada à Coordenadoria Administrativa compete: dar o suporte logístico a Defensoria Pública, operando na manutenção desta, acompanhando e controlando e desempenho de empresas terceirizadas, com objetivo de assistir as unidades, gerências e núcleos, com serviços de excelência.

Parágrafo Único. O Sistema de Comunicação, (SISCOM), é subordinado a Gerencia de Serviços Gerais da Defensoria Pública do Estado.

Art. 103 Constituem atribuições da Gerencia de Serviços Gerais da Defensoria Púbica dos Estado:

  1. gerenciar o contingente humano da empresa terceirizada;

  2. administrar material de limpeza constante no Contrato firmado com a empresa terceirizada;

  3. realizar a manutenção predial das unidades da Defensoria Pública do Estado;

  4. administrar abertura e fechamento do prédio sede da Defensoria Pública do Estado;

  1. adquirir e distribuir água mineral;

  2. efetuar gastos de suprimentos de fundos;

  3. reproduzir processos e documentos diversos;

  4. encadernar processos e documentos diversos;

  5. realizar serviços de reprografia;

  6. proceder a manutenção das máquinas reprográficas;

  7. atender as chamadas telefônicas redirecionando às unidades solicitadas, analisar e propor melhorias ao sistema de telefonia, acompanhar as atualizações tecnológicas, prestar assistência e manutenção a rede telefônica da Defensoria Pública do Estado.

Subseção XVI

Da Gerencia de Transportes

Art. 104 A Gerencia de Transporte da Defensoria Pública do Estado, subordinada à Coordenadoria Administrativa, compete, realizar a entrega de documentos em geral, a distribuição de materiais, bens móveis e equipamentos, o deslocamento de Servidores e Defensores, visando o atendimento das necessidades da Defensoria Pública do Estado na região metropolitana e nas demais regionais.

Art. 105 Constituem atribuições da Gerencia de Transportes da à Defensoria Púbica dos Estado:

  1. destacar veículo com motorista;

  2. monitorar a movimentação diária dos veículos da Defensoria Pública dos Estado;

  3. realizar o levantamento e a análise da necessidade de aquisição de veículos para Defensoria Pública dos Estado;

  4. realizar a manutenção e proceder o licenciamento anual dos veículos da Defensoria Pública dos Estado.

Subseção XVII

Da Comissão Permanente de Licitação

Art. 106 A Comissão Permanente de Licitação da Defensoria Pública do Estado, subordinada à Coordenadoria Administrativa compete, realizar as contratações de bens e serviços com maior qualidade e menor custo assim como gerir os contratos com eficiência e obediência a legislação pertinente, respeitando os princípios que norteiam a administração pública

Art. 107 Constituem atribuições da Comissão Permanente de Licitação da Defensoria Púbica do Estado:

  1. receber solicitação e formalizar o processo de contratação de bem ou serviço;

  2. verificar, junto a unidade competente, a disponibilidade orçamentária;

  3. elaborar as minutas de edital e contrato;

  4. analisar e adequar o processo licitatório;

  5. publicar e fazer juntada das publicações ao processo;

  6. realizar a abertura da licitação;

  7. homologar e publicar a homologação da licitação;

  8. elaborar o contrato;

  9. publicar o extrato do contrato;

  1. regularizar a situação de cada contrato observando o cumprimento de todas exigências;

  2. verificar o cumprimento do prazo de vigência de cada contrato;

  3. acompanhar publicações inerente aos contratos em diário oficial;

  4. acompanhar a numeração do contratos de dispensa de licitação;

  5. distribuir contratos novos e aditivos;

  6. acompanhar as publicações de DOE;

  7. atualizar as planilhas de acompanhamento de contratos;

  8. pesquisar e aferir o devido índice de correção.

Subseção XVIII

Da Coordenadoria Financeira

Art. 108 A Coordenadoria Financeira, com sede na capital, é unidade de atuação, dirigida por profissional da área ocupante de cargo de coordenador, de provimento em Comissão, designado pelo Defensor Público-Geral, dentre os integrantes da carreira, compete coordenar, executar e supervisionar as atividades da Instituição relativas a gestão de execução financeira e contábil:

Subseção XIX

Da Gerencia Financeira

Art.109AGerencia FinanceiradaDefensoriaPúblicadoEstado,subordinadaàCoordenadoriaFinanceiracompete,realizaraprogramação,empenho,liquidaçãoepagamentodedespesa,prestaçãodecontasdesuprimentodefundosediáriasemconformidade,visandoaeficiênciadogastodaDefensoriaPública.

Art. 110 Constituem atribuições da Gerencia Financeira da Defensoria Púbica dos Estado:

  1. receber os processos da área, via protocolo;

  2. realizar empenho de bens e serviços;

  3. realizar o empenho da folha de pagamento, inclusive suplementar;

  4. empenhar e liquidar diárias e suprimentos de fundos;

  5. efetuar pagamento de suprimento de fundo;

  6. realizar empenho e liquidação de contrato de fornecedor e convênios;

  7. prestar contas de suprimento de fundos, darias e convênios;

  8. montar e arquivar os processos gerais da despesa;

  9. realizar atendimento ao Público;

  10. arquivar os empenhos.

Subseção XX

Da Gerencia Contábil

Art. 111 A Gerencia Contábil da Defensoria Pública do Estado, subordinada à Coordenadoria Administrativa compete, planejar organizar e realizar as atividades de contabilidade da Defensoria Pública do Estado, visando assegurar que todos relatórios e registros sejam feitos de acordo com os princípios e normas contábeis e legislação pertinente.

Art. 112 Constituem atribuições da Gerencia Contábil da Defensoria Púbica dos Estado:

  1. elaborar o balancete quadrimestral das atividades contábeis da Defensoria Pública;

  2. realizar cálculo pericial

  3. proceder o controle da situação fiscal Defensoria Pública:

  4. organizar e analisar o envio da prestação de contas de convênios para Brasília;

  5. realizar análise contábil dos convênios;

  6. verificar a regularidade da prestação de contas dos convênios;

  7. acompanhar todos os processos da Gerencia Contábil;

Parágrafo único: a Gerencia Contábil disponibilizará equipe formada por contador especialmente e para atender as atividades fins da Defensoria, na realização e atualização dos cálculos solicitados pelos Defensores públicos, para instrução dos processos judiciais/extrajudiciaiais.

Subseção XXI

Da Coordenadoria de Apoio Técnico

Art. 113 A Coordenadoria de Apoio Técnico, com sede na capital, é unidade de atuação, coordenada por profissional da área ocupante de cargo de coordenador, de provimento em Comissão, designado pelo Defensor Público-Geral, dentre os integrantes da carreira, competindo-lhe coordenar, executar e supervisionar as atividades relativas aos serviços psicossociais e de perícia e avaliação da Instituição.

Subseção XXII

Da Gerencia Psicossocial

Art. 114 A Gerencia Psicossocial, com sede na capital, é unidade de atuação, dirigida por profissional da área ocupante de cargo de coordenador, de provimento em Comissão, designado pelo Defensor Público-Geral, dentre os integrantes da carreira, exercida por um corpo de assistentes sociais e psicólogos, competindo-lhe organizar, dirigir, orientar supervisionar as atividades de serviço social e psicologia no âmbito da Defensoria Pública do Estado atuando diretamente junto aos órgãos de atuação.

Art. 115 Constituem atribuições da Gerencia Psicossocial da Defensoria Pública do Estado:

  1. realizar atividades de atendimento individual de sua competência ao assistido e, ao servidor do órgão;

  2. promover Conciliação multidisciplinar;

  3. participar do programa balcão de direitos;

  4. articular e realizar a programação social da Defensoria Pública do Estado;

  5. planejar e elaborar projetos voltados ao servidor e assistido.

  6. realizar visitas técnicas aos núcleos Defensoria Pública do Estado;

  7. organizar e participar de reuniões técnicas com Defensores dos diversos núcleos da Defensoria Pública do Estado;

  8. participar de reuniões extraInstitucionais;

  9. elaborar e encaminhar ao Defensor Público Geral relatório mensal de atividades da Coordenadoria;

Parágrafo único: a Gerencia do Psicossocial disporá de equipe técnica nos núcleos da defensoria para atender as demandas encaminhadas diretamente ao psicossocial, ou aquelas solicitadas pelos Defensores públicos para subsidiar demandas judiciais e extrajudiciais.

Subseção XXIII

Da Gerencia de Perícias e Avaliações

Art. 116 A Gerencia de Perícias e Avaliações da Defensoria Pública do Estado, subordinada à Coordenadoria Administrativa, compete, prestar assessoria técnica na área de engenharia civil e afins à Defensoria Púbica dos Estado.

Art. 117 Constituem atribuições da Gerencia de Perícias e Avaliações da Defensoria Púbica dos Estado:

  1. elaborar projetos de engenharia;

  2. fiscalizar e acompanhar, realizar perícias e avaliações em auxílio a processos judiciais e extrajudiciais de forma imparcial, visando o atendimento das normas em vigor e o bom uso dos recursos públicos;

  3. acompanhar diligências;

  4. prestar assistência em manutenção predial.

Parágrafo Único: a Gerencia de Periciais e Avaliações disponibilizará equipe formada por engenheiros especialmente e para atender as atividades fins da Defensoria, na realização das periciais e avaliações, solicitados pelos Defensores públicos, para instrução dos processos judiciais/extrajudiciaiais.

TÍTULO VII

DO ORGANOGRAMA INSTITUCIONAL

Art.118Aestruturaorganofuncionalestárepresentadapeloseguinteorganograma:

TÍTULO VIII

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 119 O Defensor Público-Geral da Defensoria Pública poderá criar, por Ato Normativo próprio, mecanismos operacionais de natureza transitória visando à solução de problemas emergentes, fixando a composição, objetivo e prazos dos mesmo.

Parágrafo único. Consideram-se mecanismos operacionais de natureza transitória para efeito deste artigo:

  1. grupos de trabalho;

  2. grupos de atuação especial;

  3. projetos;

  4. comissões especiais;

  5. equipes técnicas.

Art. 120 Os titulares dos órgãos integrantes de estrutura organizacional da Defensoria Pública- Geral da Defensoria Pública do Estado expedirão, por ato próprio, observados os princípios contidos neste Regimento e ouvido previamente o Defensor Público-Geral, as normas de seus respectivos órgãos.

Art. 121 Compõem o Regimento Interno da Defensoria Pública do Estado do Pará os manuais anexos que regulamentam os procedimentos de atuação dos núcleos de atuação e órgãos de execução da Defensoria Pública do Estado do Pará.

Art. 122 Ficam criados os seguintes Núcleos: Núcleo Referencial – NARE, com suas competências e atribuições definidas nos artigos 64 e 65 deste regimento , Núcleos Especializados – Núcleo de Direitos Humanos – NDDH; Núcleo de Atendimento à Mulher Vítima de Violência Doméstica – NAEM; Núcleo de Atendimento a Criança e Adolescente – NAECA, Núcleo de Atendimento Especializado à Família – NAEFA e Núcleo do Consumidor e Juizados – NUCON, com suas competências definidas nos artigos de 68 a 74 neste regimento e suas atuações definidas no manual de procedimentos anexo ao presente.

Art. 123 O Núcleo de Atendimento Criminal – NACRI, criado pela Resolução 027 CSDP de 06/10/2008, terá a sua estrutura e atribuições regulamentadas de acordo com os artigos 75 a 82 deste Regimento.

Art. 124 O Núcleo das Defensorias Públicas Agrárias – NDPA criado pela Resolução 064 CSDP de 04 de Outubro de 2010, terá sua estrutura e atribuições regulamentadas de acordo com a referida resolução e seu funcionamento de acordo com o Manual anexo.

Art. 125 Os casos omissos neste Regimento Interno serão objeto de Resolução do Conselho Superior da Defensoria Pública do Estado do Pará.

Art. 126 Este Regimento Interno entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas asdisposiçõesem contrário.

Belém-Pa, 15 de Maio de 2012.

Antonio Roberto Figueiredo Cardoso Defensor Público-Geral

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