O poder dos sindicatos com a reforma trabalhista

230
0
COMPARTILHAR
O poder dos sindicatos com a reforma trabalhista
O poder dos sindicatos com a reforma trabalhista

A reforma trabalhista criou uma fórmula explosiva no cenário sindical trabalhista. Mais poder e menos dinheiro é um chamado para o pecado. Não há dúvidas de que o poder dos sindicatos com a reforma trabalhista vai influenciar diretamente na vida dos trabalhadores. Resta saber o quanto.




Com um orçamento suprimido de aproximadamente R$ 3,5 bilhões por ano, valor expressivo arrecadado em 2016 com o imposto sindical, os sindicatos finalmente provarão os tempos de crise com o fim de sua obrigatoriedade. Longe de ser uma boa notícia para o trabalhador, tal situação leva-nos a refletir o que faria um pai de família com muito poder e pouco dinheiro.

O poder dos sindicatos com a reforma trabalhista

Dita reforma deu poderes imensuráveis para os sindicatos que agora poderão decidir a vida dos trabalhadores no que se referem a pontos cruciais como jornada de trabalho, parcelamento de férias, participação nos lucros e resultados, intervalo, plano de cargos e salários e banco de horas. É um poder incrível, levando-se em conta que o que for acordado entre sindicatos e patrões terá força de lei.

É como se os sindicatos começassem a legislar sobre a vida dos trabalhadores. Isso trás uma questão muito séria. Se eles vão legislar em prol ou contra os trabalhadores, quem vai fiscalizar esses acordos?

O papel da Justiça do Trabalho

Neste contexto, a única esperança do trabalhador recai sobre a já capenga Justiça do Trabalho. Ocorre que a força do judiciário em questões trabalhistas se restringiram àquelas ditadas pela Constituição Federal.  Questões como o trabalho insalubre da mulher gestante terão que ser enfrentadas pelos tribunais, caso o governo não cumpra sua promessa de editar uma MP sobre o assunto. Afinal, isso afronta a dignidade da pessoa humana.

No mais, cabe apenas à JT atuar no controle da legalidade dos acordos firmados entre patrões e sindicatos para contrabalancear com o poder dos sindicatos com a reforma trabalhista.

E quem não tem sindicato?

Outra questão que ficou no ar se refere aos trabalhadores que não são representados por sindicatos. Como fica a vida deles? A priore, se não há sindicato, não há possibilidade de discutir questões que foram delegadas aos sindicatos.

Entretanto, existem julgados que já confirmam a validade de acordo individual entre patrões e empregados não possuem categoria sindical. Mas vale dizer que eles são poucos. Vai caber então ao TST regularizar essa situação.

Necessidade de fiscalização

Certo mesmo é que os trabalhadores devem ficar mais atentos a seus sindicatos. Acendeu a luz amarela. Não se pode deixar as coisas ficar como ocorrem hoje em dia. Na maioria dos sindicatos a maioria das decisões são tomadas em assembleias onde uma minoria que controla o poder dita as manobras e a maioria só vai na onda e levanta a mão. Mais do que nunca os sindicalizados devem tomar decisões que contemplem a todos e não só interesses de poucos.

Comentários

comentários